quarta-feira, outubro 31, 2007

Calvário do Padre Júlio Lancelotti


Conheci o padre Júlio Lancelotti, em 1993, durante a criação do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, em Barretos. Ele palestrou sobre a importância do tema. Na época, confesso, até nem reparei tanto na sua notoriedade. Mas para quem o conhece, sabe: o religioso não manifesta o desejo de ser famoso e sim em aumentar a adesão às causas dos oprimidos.
Só depois, lendo os jornais e assistindo a televisão pude perceber a importância deste sacerdote. Sempre ao lado das crianças abandonadas ou moradores de rua. Não me esqueço do episódio da morte de mendigos em São Paulo, em 2004, quando ele ajudou a coordenar as manifestações.
Também é inesquecível sua participação decisiva para pacificar menores em unidades da Febem. Governadores e secretários de segurança pública solicitaram a participação dele. Mas neste trabalho pastoral, ele fez muitos inimigos, e eles parecem vir a tona, com este escândalo.
Por isto, peço a todos, ceticismo ao assistir, ler ou ouvir alguma coisa. Principalmente, quando as noticias forem veiculadas em emissoras envolvidas numa equivocada guerra entre evangélicos e católicos. Às vezes, me dá impressão que desejam provocar algo que o Brasil não tem: divisões religiosas. Nenhum lugar do mundo há tanta liberdade de credo.
Os três acusadores do padre: Anderson Marcos Batista, Conceição Eletério e Evandro dos Santos Guimarães, deveriam ter suas vidas vasculhadas. E só depois de tudo apurado, chegar à colusão, se convém levar em conta o que dizem.
Mas há erros do padre: é condenável, o padre aceitar a chantagem, e pagá-la. Infelizmente, a biografia dele ficará machada até que seja explicada como um sacerdote consegue desembolsar tanto dinheiro assim. Se é que ele fez isto. Conheço a renda mensal de muitos padres e não bate com os valores divulgados no caso.
No final, espero que as bandeiras levantadas por Júlio Lancelotti não fiquem prejudicadas. Enquanto isso, os moradores de rua de São Paulo e menores internados na Febem, necessitam de apoio. Seja de quem for.

segunda-feira, outubro 29, 2007

De José Patrocínio à Heraldo Pereira



Achei bem divertido os meios de comunicação dar relevância à elevação de Heraldo Pereira como primeiro comentarista político do Telejornalismo. Pouca gente recorda de José do Patrocínio, um dos maiores jornalista políticos deste país. É um engano limitar sua atuação apenas ao abolicionismo: O coitado teve que fugir do Brasil, com a proclamação da República, por receio de morrer nas mãos daqueles que criticava: latifundiários, disfarçados de republicanos.
É mérito, vermos Heraldo, e até a Maria Júlia Coutinho, ex-TV Cultura, na Rede Globo. Mas é necessário vermos uma linha editorial, mais progressista, na maior emissora de televisão da América Latina. A oposição ferrenha da TV da Família Marinho, é inaceitável, principalmente na forma que as pautas são conduzidas: não há o mesmo espaço para as pessoas ou entidades que são à favor.
Mas isto já não assusta: basta pesquisar nos livros de História ou arquivos públicos, para checar nos jornais do período Pré Abolição, sobre o comportamento da Grande Imprensa.
Mesmo assim, parabéns à Heraldo e à Maria Júlia.

Elementar, meu caro Watson


Muitas pessoas no Mundo ficaram perplexas ao ouvir o cientista James Watson declarar-se pessimista sobre o resultado da aplicação de políticas públicas na África, por causa da suposta baixa inteligência dos negros. Ele falou isto em entrevista ao jornal The Sunday Times, baseado em testes, que não soube explicar quando e como e quantas pessoas foram submetidas. Para justificar sua opinião ele diz “esperava que todas as pessoas fossem iguais, mas que aqueles que têm de lidar com empregados negros não acham que isto seja verdade”.
As palavras não saíram da boca de qualquer um: é um geneticista norte-americano, que ao lado do cientista britânico Francis Crick, ganharam o Prêmio Nobel, em 1962, pela descoberta da estrutura do DNA.
É elementar, meu caro Watson, que todos os estudos nos ultimos 45 anos, provaram não haver diferenças na inteligência entre etnias, homens e mulheres ou classes sociais.
Não sou cientista, mas minha tese, é que a formação cultural do geneticista tenha uma boa carga de preconceito. As políticas sociais não dão certo na Africa, pois elas são ficticias: não são aplicadas. O dinheiro some no meio caminho. E conheço muitos empregados bem inteligentes, que não tem chance de provar seu papel.

terça-feira, outubro 16, 2007

Clara Nunes, a tal mineira




Na voz dela foram consagradas as músicas: Você passa eu acho graça, Conto de areia, Canto das três raças e Morena de Angola, dentre outras. Mas desde sua morte repentina, em 2 de abril de 1983, numa mesa de cirurgia, ninguém conseguiu ocupar o espaço artístico deixado por Clara Nunes na Música Popular Brasileira.
Ela nasceu em 12 de agosto de 1942 no interior de Minas Gerais no distrito de Cedro da Cachoeira. Logo na adolescência foi trabalhar numa fábrica quando participou do concurso A Voz do Ouro ABC, vencendo a etapa mineira e terceiro lugar na final, em São Paulo, 1960. A partir daí, conseguiu emprego na Rádio Inconfidência, onde teve um programa exclusivo na TV Itacolomi durante um ano e meio. Além disso, nesta época se apresentava em boates e casas noturnas de espetáculos da cidade onde viveu até 1964, quando mudou-se para o Rio de Janeiro.
O primeiro LP gravado, A voz adorável de Clara Nunes (1966), apresentou um repertório de conhecidos boleros e sambas-canções, mas foi um fracasso comercial. Só começou a cantar samba a partir do segundo, Você passa eu acho graça, em 1968, O primeiro espetáculo realizado foi Sabiá Sabiô, paralelamente à gravação do álbum Clara Clarice Clara, que trouxe canções de compositores de escola de samba e MPB, como Caetano Veloso e Dorival Caymmi .
Com o LP Alvorecer de 1974 obteve grande sucesso com a canção Conto de areia. Bateu recordes de vendagem, chegando a quinhentas mil cópias rompendo com o tabu de que cantora não vendia discos. Neste mesmo ano lançou o disco Brasileiro: profissão esperança, ao lado do ator Paulo Gracindo. Os discos que se seguiram a transformaram na maior intérprete de samba do Brasil. O disco seguinte Claridade (1975) vendeu ainda mais do que o anterior.


Alguns anos depois, pode-se observar um maior ecletismo no repertório, que incluiu baiões, baladas e até valsinhas, confirmando assim a grande versatilidade de intérprete, além das canções calcadas no tema do candomblé. A religião, e por características dela e por suas indumentárias características: vestidos longos brancos, colares e miçangas, de origem africana.Deixa clarear, Derramando lágrimas, dentre outras. O álbum mais vendido foi Brasil Mestiço que ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas.
Morreu na madrugada de 2 de abril de 1983, prematuramente, aos 40 anos, depois de vinte e oito dias em coma: ela se internou na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, onde se submeteu a uma operação de varizes na perna esquerda. Sofreu parada cardíaca e paralisação da atividade cerebral, vítima de um choque anafilático.
O corpo foi velado na quadra da Escola de Samba Portela - uma de suas paixões - e sepultado no Cemitério São João Batista.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Cotas para negros: avanços e retrocessos.


Quando comecei a debater as cotas para negros nas páginas da Gazeta, em 2002, não esperava poder vislumbrar cinco anos depois as boas noticias sobre a implantação das Ações Afirmativas no Brasil. Na época, o único exemplo do ensino superior estava na Universidade Estadual da Bahia. Aqui, lutávamos para implantar a medida no Imesb e nos concursos públicos em Bebedouro. Deu certo, mas um dia, quando puder conto os bastidores, não foi fácil.
Agora temos cotas em muitas instituições públicas. A justificativa é simples: brancos com o mesmo nível de escolaridade de negros ganham até 40% a mais, em média, para funções equivalentes. É o que constatou o IBGE, a partir dos números de 2006. A média de remuneração dos brancos fica em torno de 3,4 salários mínimos, enquanto que a de negros e pardos não passa de 1,8. A participação de negros e pardos na parcela que representa o 1% mais rico da população brasileira é de apenas 12,4%. Já entre os 10% mais pobres, chega a 73,2%.
E a legalidade jurídica é amparada Ação afirmativa por várias as iniciativas públicas, através de leis, que propiciaram benefícios às pessoas portadoras de deficiência física. Sem esquecer das cotas de 30% das mulheres nas candidaturas.
No livro “Curso de Direito Constitucional Positivo” o jurista Jose Afonsa da Silva argumenta, “É precisamente no Estado Democrático de Direito que se ressalta a relevância da lei, pois ele não pode ficar limitado a um conceito de lei como o que imperou no estado de Direito Clássico; precisa influir na realidade social, impondo mudanças sociais democráticas”.
Porém, vejo perigo na implantação da UNB, Brasília. Lá inventaram um equivocado sistema de decidir a etnia por fotos. Absurdo. Agora mudaram para uma comissão que entrevistara os vestibulandos, candidatos às cotas. Algo semelhante só li no nazismo. A melhor atitude seria a auto-afirmação, ou seja, vale o que o cidadão se declarar no ato da inscrição. Pode ter malandragem? Talvez, mas temos uma legislação para punir que ache “oportuno” se passar por negro.

terça-feira, setembro 25, 2007

O polêmico filme Tropa de Elite


Neste final de semana assisti ao polêmico filme do cineasta José Padilha: Tropa de Choque. Seria engraçado se não fosse trágico, o filme é um sucesso nas barracas de camelos das grandes cidades. É chata a atitude da pirataria, mas uma coisa é certa: se muitas pessoas recorrem a este recurso para só para assistir, é um atestado de sucesso.
O roteiro é baseado num livro homônimo, que relata o cotidiano de um oficial deste grupo de especializado da Policia Militar do Rio de Janeiro. Para nós, paulistas, poderá ser chocante a realidade retratada. Mas se algum cineasta aventurar a filmar o livro Rota 66, do jornalista global Caco Barcellos, iremos sentir mais incomodo ainda.
O que vemos em quase uma hora e meia de filme é a mesma situação vivenciada nas das grandes cidades do mundo, principalmente da América Latina. No filme são mostrados três setores da polícia carioca: os corruptos, os omissos e os sonhadores. O primeiro time todo mundo conhece, pois são os mais notórios, apesar de não ser a maioria das corporações. A gente depara com eles nos noticiários policiais, quase sempre presos em flagrante delito.
Os omissos da PM são aqueles que não participam da corrupção, sabem dos fatos, mas dentro deles moram o espírito, “deixa disso” ou pensam assim, “não vai virar nada”. Felizmente ou infelizmente são a maioria. Quando aparecem os escândalos na televisão, fazem questão de justificar para a família, que nunca aceitaram dinheiro por fora, mas não revelam o fato de testemunharem este tipo de crime e permanecerem calados.
O terceiro e menor grupo são os sonhadores: faz parte o menor grupo de policiais, em geral, novatos. Entram com disposição de mudar o sistema, punir os bandidos fora e dentro da corporação. Se forem resistentes, conseguem vencer, senão, pedem transferência para outro setor.
Há cenas de consumo de drogas, tortura e extrema crueldade, praticado por ambos os lados da guerra contra o crime. Não é fácil julgar. O certo mesmo é nem se meter a fazer análises profundas sobre o assunto.
O diagnóstico do problema é feito pelo personagem do ator Wagner Moura: o sistema é assim. Um ex-graduado da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro disse: a PM existe para conter a revolta dos morros, não para combater o crime. Estabelecem a linha social, para que os favelados continuem convivendo com os traficantes; e turistas possam passear tranqüilos pelas praias da Cidade Maravilhosa.
O filme Tropa de Elite é obrigatório para todos brasileiros. Só faltou no final da exibição no cinema a bandeira nacional, á tremular, e lermos lá ironicamente: Ordem e Progresso. Pra quem?

segunda-feira, março 26, 2007


Charles Fox, William Wilberforce e Lord Grenville foram os pioneiros da lei queaboliu a escravatura, que passou na Câmara dos Comuns por 144 votos a favor e 15contra, tornando a prática de traficar ou transportar escravos ilegal.
Foi o primeiro passo para colocar fim a uma das práticas mais cruéis na históriada humanidade, e outras nações iriam seguir o exemplo ao longo do século XIX.
A documentação não providencia cifras exactas sobre o número de vítimas, masexiste um consenso que cerca de 10 milhões de pessoas foram esforçados a sairdos seus lares na África Ocidental, foram vendidas aos traficantes, mantidas emcondições deploráveis nos navios, e depois vendidas aos donos das plantações nasAméricas.
Dado que cerca de metade dos escravos morriam na travessia do oceano,pode estimar-se que o número total de pessoas traficadas como escravos entremeados do século XVI e o início do século XIX foi cerca de 20 milhões de homens,mulheres e crianças.“Deplorável” é uma palavra que não serve para descrever as condições de pesadeloem que estas pessoas se encontravam.
Esforçadas a estarem deitados ou sentados,sem quaisquer condições sanitárias ou higiénicas, chegavam ao seu destino atéseis meses depois, quanto melhor, num mar de excremento. Ou pior, mortos.Contudo, a escravatura continua a existir hoje, 25 de Março de 2007. Estima-seque existem até 10 milhões de crianças a trabalharem como escravos sexuais.Existem cerca de meio milhão de crianças soldados.
Existem 27.000.000 de pessoas esforçados a trabalhar sem salário, ou por salários simbólicos. E existe aescravatura na União Europeia, onde cada ano 400.000 pessoas caem vítimas aotráfico em seres humanos.Como podemos celebrar este dia hoje, dia 25 de Março de 2007, se na Mauritânia,um escravo negro é negociado por 11 Euros, no Sudão, custa 64 Euros, e se naÍndia, Paquistão e Bangladesh, o negócio esclavagista continua a render 25milhões de Euro por ano?
Timothy BANCROFT-HINCHEYPRAVDA.Ru

sexta-feira, março 16, 2007

Lewis Hamilton - O primeiro piloto negro da Fórmula 1

Uma das novidades da Fórmula 1 é a participação do piloto negro Lewis Hamilton, filho de imigrantes da ilha caribenha de Granada. Ela vai corrrer pela lendária Mclaren. Sua ida para à equipe foi bancada pela fábrica de motores Mercedes.
Com 22 anos, ele é uma das apostas da equipe para voltar a vencer na competição.
O mais próximo que um negro tinha chegado do circuito concorrido da Fórmula 1, foi com o piloto de teste Wlly Ribbs, pela equipe Brabham, um piloto que também foi pioneiro nas provas de 500 milhas de Indianápolis - prova de velocidade e resistência.
Um dos episódios tristes da Fórmula 1, ocorreu em 1963, em Jacksonville, Flórida, quando o piloto negro Wendell Scott, mesmo vencedor de uma prova do Nascar, no dia 1º de dezembro de 1963, só lhe entregaram o troféu, quando o público tinha ido embora.
O sucesso de Lewis poderá abrir as portas para outros negros aparecerem neste esporte.
Torçamos por ele.

quinta-feira, março 15, 2007

Dona Tereza


Morreu na segunda-feira (12), a primeira pessoa que me deu Consciência Negra, minha mãe. Ela me ensinou a nunca andar de cabeça baixa, responder as ofensas raciais e nunca correr de uma briga justa. Também me ensinou a respeitar e amar as mulheres negras. E o mais importante: tinha orgulho da minha luta contra o racismo, tanto é que no domingo pedia para que eu checasse uma historia de uma prima que teria sido discriminada no trabalho.Agora, minha missão é seguir adiante, sempre honrado tudo que ela me ensinou e ficar atenta a sua inspiração.

terça-feira, março 13, 2007

The Frog Princess



No princípio, era a Branca de Neve. Agora, tudo mudou. No final da semana passada, a fechar a sua reunião anual de accionistas, a Walt Disney anunciou, em Nova Orleães, o início da produção do seu novo filme de animação clássica, The Frog Princess, que tem por heroína uma jovem negra chamada Maddy, residente no Bairro Francês da cidade que o Katrina devastou.Descrito como "um conto de fadas americano" pelo realizador e director da Disney e da Pixar John Lasseter, No princípio, era a Branca de Neve. Agora, tudo mudou. No final da semana passada, a fechar a sua reunião anual de accionistas, a Walt Disney anunciou, em Nova Orleães, o início da produção do seu novo filme de animação clássica, The Frog Princess, que tem por heroína uma jovem negra chamada Maddy, residente no Bairro Francês da cidade que o Katrina devastou.Descrito como "um conto de fadas americano" pelo realizador e director da Disney e da Pixar John Lasseter, The Frog Princess foi já classificado por alguns jornais como mais um exemplo da actual estratégia artística e de marketing da companhia, que sublinha a sua orientação "multicultural" e a "diversidade" das personagens das suas animações mais importantes.A verdade é que já há bastante tempo que as princesas das longas--metragens animadas da Disney deixaram de ser europeias para passarem a ser multirraciais - é o caso das três últimas, em Aladdin, Pocahontas e Mulan. O que de modo algum tem livrado os estúdios do rato Mickey de acusações de estereotipação racial, e de continuarem a ser politicamente incorrectos.Protestos atrás de protestosEm 1993, quando da estreia de Aladdin, a primeira longa-metragem animada dos estúdios com uma princesa "étnica", a árabe Jasmine, choveram protestos da parte de organizações muçulmanas, acusando o filme, entre outras coisas, de uma visão "racista" do Médio Oriente e de excesso de "sensualidade" no desenho da jovem heroína.Seguiu-se, em 1995, Pocahontas, baseado na história da princesa índia homónima e de John Smith, um dos primeiros colonos do Novo Mundo. Mais protestos, agora de organizações nativas americanas, pelo facto dos animadores da Disney terem criado Pocahontas em grande parte baseados na cara e na figura da top model Naomi Campbell, em vez de terem optado apenas por raparigas índias. O filme mais consensual foi Mulan, de 1998, baseado numa velha lenda chinesa em que a heroína que se disfarça de homem para combater o invasor huno.Em todos estes filmes há uma mensagem de harmonia inter-racial e certamente que The Princess Frog não fugirá a esta orientação. E também de certeza que, uma vez o filme nos cinemas, surgirão vozes descontentes, acusando-o, e à Disney, de paternalismo cultural. E e à princesa negra de ser mais um cliché racial para a colecção da casa.

sexta-feira, março 09, 2007

Taís Araujo - Linda demais!


Maçonaria e o Abolicionismo



Um dia destes entrei pela primeira vez em uma Loja Maçônica. Cheio de rituais, de cara não me simpatizei com o lugar. Mas acabei me sentido forçado a fazer uma pesquisa sobre a Maçonaria e os negros. Fiquei surpreso.
Durante os 50 anos de luta abolicionista, as lojas maçônicas participaram de forma decisiva da luta para libertação das pessoas escravizadas. E três figuras afro-brasileiras eram maçons: o engenheiro André Rebouças, o advogado Luiz Gama e o jornalista José do Patrocínio.
Os três percorreram o país com apoio de lojas maçônicas divulgando a necessidade do abolicionismo.
Outro apoiador era o intelectual, político e também advogado Rui Barbosa, considera inclusive na época um mulato, o que na verdade não era. Ele pertencia a Loja América de São Paulo. Nesta mesma loja, no dia 7 de julho de 1868, Barbosa teria lido um projeto de Abolição com as seguintes propostas todas as lojas maçônicas: todas deveriam aderir ao abolicionismo e criar condições para capacitá-lo profissionalmente; deveriam criar um fundo especial para comprar alforrias de crianças escravas, e mesmo de adultos; incentivariam a criação de escolas diurnas e noturnas para a educação dos ex-escravos, comoforma de reparação pelo crime do escravismo.
A proposta de Rui Barbosa também dizia que ninguém poderia ser considerado maçom se mantivesse posse de escravos ou fosse traficantes de pessoas escravizadas.
Este documento influenciou todas lojas maçônicas no Brasil. A prova disto está no Amazonas, onde uma maçonaria comprou um jornal e passou a veicular a luta abolicionista. No Ceará, o primeiro estado a libertarem escravos, o então governador maçom Sátiro Dias assinou decreto extinguindo a escravidão naquele estado, em 1884. A dúvida de hoje é saber por que a proposta de Rui Barbosa não vingou.
Era uma verdadeira reforma social, endossada por nomes como:Joaquim Nabuco de Araújo, Pimenta Bueno e Eusébio de Queiroz.
Mas é bom citar que a maçonaria é feita por homens, que são em alguns casos progressistas ou conservadores. Igual o Congresso e Câmaras Municipais.

sexta-feira, março 02, 2007

MACY GRAY


MACY GRAY


“...I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
Good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near...”

Aos ouvir estes versos da música I Try, ou seja, Eu tento, eu adoro e me delicio com esta voz sensacional de Macy Gray, nascida em Canton, estado de Ohio, ela começou a carreira,tarde, quase tarde, aos 30 anos. Sua formação musical foi desde pequena ouvir muitos discos de R & B, de gente de alto calibre como Sly Stone, James Brown, Marvin Gaye e Stevie Wonder.
Depois, mudou-se para Los Angeles, onde conheceu artistas do mundo musical. Paralelamente foi procurando gravadoras com suas musicas. E uma das fitas demos impressionou a gravadora Epic/Sony que acabou por contratá-la em abril de 1998.
Seu primeiro produtor foi Andrew Slater, que lançou seu disco “On How Life Is”, no ano de 1999. Cheio de suingue o disco foi um sucesso vendendo aproximadamente 2 milhões de cópias. E ela ainda ganhou o premio na Inglaterra de Melhor Artista Solo e Revelação daquele ano.
Hoje não paro de ouví-la.

Marvin Gaye





Marvin Gaye

Let's Get It On

I've been really tryin', baby


Tryin' to hold back this feelin' for so long


And if you feel like I feel, baby


Then come on, oh come on


Let's get it on, oh baby


Let's get it on


Let's love, baby


Let's get it on


Sugar, let's get it on

Lembro até hoje o dia de seu assassinato em 1984. Suas músicas fizeram parte da minha juventude. Marvin Gaye, nasceu em 1939, tornando-se anos depois a perfeita tradução da palavra “Soul Man”.
Ele passou inicialmente por alguns grupos vocais até lançar em carreira solo o disco: “The Soulful Moods Of”, em 1961, indo direto para as paradas de sucesso com as músicas “How Deep Is The Ocean?” e “How High The Moon”.
Nas décadas de 60 e 70 continuou lançando clássicos e duetos com as belas divas Mary Wells, Kim Weston e Tammi Terrell. A parceria com Tammi Terrell parece ter sido a mais dolorosa. Embora eles não fossem namorados, como era comentado nos bastidores a morte dela, vitimado por um tumor no cérebro em 1970, deixou Marvin em depressão.
“What’s Going On” de 1971, cuja canção homônima chegou a ser recusado pela gravadora que não a considerou comercial o suficiente, é marco musical, com uma letra consciente, em plena Guerra do Vietnam. Em 1974 lança o disco “Live!”, e em 1978 “Here My Dear”, de 1978, onde as letras são inspiradas no fim do casamento com Anna, também tiveram ótima repercussão.Logo que seu divórcio foi concluído, casou-se com Janis Hunter. Desta união nasceram dois filhos.
Os anos 80 foram o ápice de sua carreira, com “Midnight Love”, que trazia o ‘hit’ “Sexual Healing”. Quantas vezes eu vi este clip. A letra é sensual e a batida envolvente.

Marvin tornou-se o principal artista da famosa gravadora Motown quando, infelizmente, um fato trágico fez o cantor se calar. No dia 1º de abril de 1984, véspera de seu aniversário, quando completaria 45 anos, Marvin Gaye foi assassinado pelo próprio pai, após um desentendimento familiar.
Nos anos seguintes, seus álbuns foram relançados e a coletânea “Very Best Of” chegou às lojas em 2001. A gravadora Motown também lançou gravações ao vivo e material raro depois da morte do músico.

quinta-feira, março 01, 2007

Um livro difícil de comprar.

Mesmo lançado com grande repercussão na imprensa, com direito a artigos e até editoriais favoráveis o livro do jornalista Ali Kamel, teima em permanecer nas prateleiras das livrarias, encalhado. Num texto que beira a arrogância, o autor tece argumentos duvidosos contra as ações afirmativas e todos os projetos de lei, em processo de votação no Congresso Nacional.
Na época, nem perdi tempo em comentar os equívocos dentro deste livro. Mas grandes personalidades do Movimento Negro fizeram com maestria.
Agora, o livro pode ser comprado por módicos R$ 15, 00, entretanto ainda assim é caro, pois os dados oficiais do IBGE e outras pesquisas mostram a necessidade da aplicação de cotas no Brasil.
Tomara que o livro não tenha se beneficiado de incentivos culturais, pois a população negra, também contribuinte em impostos, estaria sendo lesada duas vezes.
Acredito que um dia Ali Kamel tenha consciência da grande colaboração que deu para os racistas deste país.
Ele não é racista, mas o livro é.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Mais uma batalha: MP da Bahia e Rede Globo






Demorou mais aconteceu: o Ministério Público da Bahia entrou com uma ação de tutela coletiva e indenizatória contra a Rede Globo, por causa da novela Sinhá Moça. Um das exigências da ação judicial é obrigar a emissora carioca a produzir no mesmo horário uma novela, que corrija os erros históricos sobre a luta da população negra por sua libertação e também sobre o abolicionismo.
A decisão de processar a Globo foi tomada após a realização de um inquérito civil, instaurado em maio do ano passado, para investigar se “Sinhá Moça” teria deturpado a história da escravidão e prejudicado a auto-estima da população negra e afrodescendente. Segundo Soares Filho, a novela errou ao mostrar o negro extremamente passivo e sofredor, incapaz de se libertar a não ser por intermédio de heróis brancos.
Baseada no romance de mesmo nome escrito por Maria Dezonne Pacheco Fernandes, adaptado pela Globo pela primeira vez em 1986, “Sinhá Moça” é considerada uma obra abolicionista. Para o promotor Soares Filho, porém, a última versão possui “inúmeras cenas de graves ofensas racistas, agredindo moral, física e psicologicamente homens e mulheres negras”.
Titular da 2ª Promotoria de Justiça da Cidadania de Salvador, Soares Filho afirma ainda no documento que, “ao veicular cenas de brutais ofensas racistas (físicas e morais) contra homens, mulheres e crianças negras, sem o devido contraponto de mostrar a capacidade de luta, a coragem, a inteligência e a incrível força moral e espiritual dessas vítimas, a Rede Globo de Televisão transmitiu uma mensagem extremamente negativa” para os afrodescendentes.
A ação corre na 3ª Vara Cível de Salvador, cuja titular, juíza Letéia Braga, solicitou a citação do diretor da Rede Globo, Octávio Florisbal, no Rio de Janeiro. Na época da abertura do inquérito civil, a emissora se defendeu das acusações de deturpação histórica e ofensa à dignidade dos negros afirmando que “Sinhá Moça” é uma obra literária e, portanto, caracterizada pela ficção.
O promotor, no entanto, não se convenceu com o argumento e procurou subsidiar sua tese na opinião de especialistas e estudiosos. Entre outros pontos, a ação lembra que, à época da abolição da escravatura, período em que “Sinhá Moça” se passa, a grande maioria dos negros já se encontrava livre ou alforriada. Alguns deles, inclusive, como o engenheiro baiano André Rebouças (1838-1898) e o jornalista fluminense José do Patrocínio (1854-1905), faziam parte da elite e se engajaram na luta pela abolição, formalizada em 1888, com a assinatura da Lei Áurea.
Para escrever a versão ‘historicamente correta’ de “Sinhá Moça”, o promotor pede que o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, seja orientado “por doutores em história previamente aprovados pelo Ministério Público”.

Cafundó.


Garimpando entre Dvds achei o filme Cafundó, estrelado pelo sempre eficiente Lázaro Ramos, dirigido pelo Paulo Betti, que fez da história um projeto pessoal. Vale a pena por vários aspectos. Primeiro porque ele narra a biografia de João de Camargo, líder negro religioso, que viveu na primeira metade no século XX, em Sorocaba.
Uma coisa que precisa urgente é uma revisão é o papel da comunidade na Igreja Católica. Através das irmandades negras e de pessoas como João de Camargo, teve uma caracterização forte e bem cultural.
João era escravo, depois se tornou tropeiro, e após um casamento frustrado, converte-se em religioso. Há inclusive o conflito entre religiões de matriz africana e o catolicismo, representado na figura de Flávio Bauraqui, que leva para as telas um Exu, pra lá de perfeito. Bom para aqueles que ainda pensam que o orixá é sinônimo de demônio. Ledo engano.
O filme tem defeitos de roteiro e montagem, mas nada que comprometa o produto final.
Vejam e tirem suas próprias conclusões.
Pra mim ele foi um Padre Cícero negro, do interior paulista. Mas sem o viés político que tinha o cearense.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Jennifer Hudson + outra linda afro-americana premiada no Oscar

Texto retirado do Uol


Jennifer Hudson, uma carismática jovem de 25 anos que em 2004 foi uma das finalistas do "reality show" "American Idol", conseguiu dois anos mais tarde entrar para o elenco do musical "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho", que rendeu glória e o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.Ela nunca estudou canto ou interpretação, mas revelou que sua meta desde pequena era virar uma estrela.No entanto, nem nos melhores sonhos imaginava que teria uma noite como a de domingo, na qual superou atrizes consagradas como a australiana Cate Blanchet ("Notas Sobre um Escândalo") e a mexicana Adriana Barraza ("Babel"), ou jovens talentos como a japonesa Rinko Kikuchi ("Babel") e Abigail Breslin ("Pequena Miss Sunshine").Dois anos depois da derrota no "American Idol", a jovem conseguiu fama e ofertas de trabalho que nenhum vencedor do 'reality' consegue.Pouco depois da participação no programa, Jennifer Hudson deu o troco na algoz, Fantasia Barrino, ao derrotar a vencedora do "American Idol" em um teste para um musical.Na ocasião, o cineasta Bill Condon procurava alguém com voz intensa para interpretar a heroína Effie White, papel que chega a ofuscar a estrela Beyoncé e que rendeu a Jennifer Hudson prêmios importantes como o Globo de Ouro e a estatueta do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG)."Nunca perdi as esperanças de interpretar Effie. Sempre mantive a fé", disse à imprensa após o Globo de Ouro em janeiro.
Para ficar com o papel no qual brilha mais que pesos pesados como Jamie Foxx, Beyoncé Knowles e Eddie Murphy neste musical sobre a carreira de um grupo de soul famoso nas décadas de 60 e 70, Hudson concorreu com 782 candidatas.Jennifer Hudson nasceu em Chicago, onde integrou durante anos um coral gospel. Também trabalhou como animadora infantil em um cruzeiro da Disney, no qual cantava músicas do filme "Hércules". Em "Dreamgirls", o destaque fica por conta de sua interpretação de "And I'm Telling you I'm not Going".No plano musical, já assinou um contrato com o produtor Clive Davis, da Arista Records, que lançou carreiras tão diversas como as de Janis Joplin, Whitney Houston, Justin Timberlake e Christina Aguilera. A Variety, bíblia do entretenimento de Hollywood, afirma que a estrela emergente lembra as trajetórias de Barbra Streisand e Bette Midler, e até mesmo "uma jovem Aretha Franklin".

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Idi Amin Dada


Uma das poucas novidades da noite do Oscar foi a indicação do ator afro-americano Forest Whittaker, por sua interpretação do ditador de Uganda, Idi Amin, no filme: The Last King of Scotland – O Último Rei da Escócia. Tenho que salientar, que a produção é ainda um pouco maniqueísta, quando faz a tragédia africana, ser trazida na ótica de um europeu, que pra variar, só está sem cena para tentar civilizar o dirigente ugandense.
Abaixo forneço a biografia de Idi Amim retirada do site Netsaber. O que eu posso resumir é que ele foi um dos bonecos, colocados no poder pelos Estados Unidos, durante o período da Guerra Fria contra a União Soviética, que no final detonou vários paises africanos e latino-americanos.
Mas ainda assim, por curiosidade, acho que o filme deve ser visto. Eu assistirei.

Biografia

O ex-ditador de Uganda nascido em uma pequena tribo de camponeses muçulmanos de Kakwa, nas margens do Nilo e um dos distritos mais remotos de Uganda, um dos déspotas mais sanguinários da África, considerado culpado pela morte de dezenas de milhares de ugandenses, que tomou o poder em um golpe militar (1971), derrubando o presidente Milton Obote. Alistado no Exército britânico, onde foi ajudante de cozinheiro do regimento britânico King's African Rifles, e impressionou com seu 1,90 metro de altura, seus 110 kg e sua habilidade pugilística, que o converteram em campeão de boxe na categoria peso pesado de seu país (1951-1960). Após a independência do país (1962) tornou-se chefe do Exército (1966) do presidente Milton Obote. Após o golpe de estado, depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de governo que durante oito anos (1971-1979) de um regime brutal deixou um país arruinado e centenas de milhares de pessoas assassinadas. Demonstrando um temperamento megalômano, vingativo e violento, expulsou (1972) cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda em um país de homens negros. Uma figura grande e imponente, seu comportamento excêntrico criou a imagem de um bufão dado a explosões irregulares e foi chamado de Bug Daddy. Uma vez se declarou rei da Escócia, proibiu hippies e minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que ele gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas. Expressava admiração por Adolf Hitler, foi denunciado dentro e fora do continente africano por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo (1971-1979). Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as 100 mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de box de manter cabeças decepadas em uma geladeira, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que ele praticava canibalismo. Rompeu relações diplomáticas com Israel e ordena a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus (1972). Foi recebido (1975) pelo papa João Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional (1976) quando, depois do seqüestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea israelense atacou o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Campala, libertando todos reféns são libertados. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal. Rompeu (1976) relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois.fracassou um atentado contra ele nos subúrbios de Campala. Exilado na Tanzânia o líder por ele derrubado Milton Obote convocou um levante (1979) e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU), pelas forças do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, e de exilados ugandenses, e um novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa.


Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de buscar um novo refúgio quando o ditador líbio Muammar Gaddafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, aconhado por suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando seu estado de saúde agravou-se, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu que pudesse voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado por seus atrocidades. Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde ele vivia na maior parte do tempo desde que foi deposto (1979) em um pequeno funeral na Arábia Saudita, horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica.
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