
Blog criado maio de 2005 para divulgação da História Antiga e Contemporânea do Povo Negro.
quinta-feira, março 15, 2007
Dona Tereza

terça-feira, março 13, 2007
The Frog Princess

sexta-feira, março 09, 2007
Maçonaria e o Abolicionismo

Durante os 50 anos de luta abolicionista, as lojas maçônicas participaram de forma decisiva da luta para libertação das pessoas escravizadas. E três figuras afro-brasileiras eram maçons: o engenheiro André Rebouças, o advogado Luiz Gama e o jornalista José do Patrocínio.
Os três percorreram o país com apoio de lojas maçônicas divulgando a necessidade do abolicionismo.
Outro apoiador era o intelectual, político e também advogado Rui Barbosa, considera inclusive na época um mulato, o que na verdade não era. Ele pertencia a Loja América de São Paulo. Nesta mesma loja, no dia 7 de julho de 1868, Barbosa teria lido um projeto de Abolição com as seguintes propostas todas as lojas maçônicas: todas deveriam aderir ao abolicionismo e criar condições para capacitá-lo profissionalmente; deveriam criar um fundo especial para comprar alforrias de crianças escravas, e mesmo de adultos; incentivariam a criação de escolas diurnas e noturnas para a educação dos ex-escravos, comoforma de reparação pelo crime do escravismo.
A proposta de Rui Barbosa também dizia que ninguém poderia ser considerado maçom se mantivesse posse de escravos ou fosse traficantes de pessoas escravizadas.
Este documento influenciou todas lojas maçônicas no Brasil. A prova disto está no Amazonas, onde uma maçonaria comprou um jornal e passou a veicular a luta abolicionista. No Ceará, o primeiro estado a libertarem escravos, o então governador maçom Sátiro Dias assinou decreto extinguindo a escravidão naquele estado, em 1884. A dúvida de hoje é saber por que a proposta de Rui Barbosa não vingou.
Era uma verdadeira reforma social, endossada por nomes como:Joaquim Nabuco de Araújo, Pimenta Bueno e Eusébio de Queiroz.
Mas é bom citar que a maçonaria é feita por homens, que são em alguns casos progressistas ou conservadores. Igual o Congresso e Câmaras Municipais.
quarta-feira, março 07, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
MACY GRAY

MACY GRAY
“...I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
Good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near...”
Aos ouvir estes versos da música I Try, ou seja, Eu tento, eu adoro e me delicio com esta voz sensacional de Macy Gray, nascida em Canton, estado de Ohio, ela começou a carreira,tarde, quase tarde, aos 30 anos. Sua formação musical foi desde pequena ouvir muitos discos de R & B, de gente de alto calibre como Sly Stone, James Brown, Marvin Gaye e Stevie Wonder.
Depois, mudou-se para Los Angeles, onde conheceu artistas do mundo musical. Paralelamente foi procurando gravadoras com suas musicas. E uma das fitas demos impressionou a gravadora Epic/Sony que acabou por contratá-la em abril de 1998.
Seu primeiro produtor foi Andrew Slater, que lançou seu disco “On How Life Is”, no ano de 1999. Cheio de suingue o disco foi um sucesso vendendo aproximadamente 2 milhões de cópias. E ela ainda ganhou o premio na Inglaterra de Melhor Artista Solo e Revelação daquele ano.
Hoje não paro de ouví-la.
Marvin Gaye

Marvin Gaye
Let's Get It On
I've been really tryin', baby
Tryin' to hold back this feelin' for so long
And if you feel like I feel, baby
Then come on, oh come on
Let's get it on, oh baby
Let's get it on
Let's love, baby
Let's get it on
Sugar, let's get it on
Lembro até hoje o dia de seu assassinato em 1984. Suas músicas fizeram parte da minha juventude. Marvin Gaye, nasceu em 1939, tornando-se anos depois a perfeita tradução da palavra “Soul Man”.
Ele passou inicialmente por alguns grupos vocais até lançar em carreira solo o disco: “The Soulful Moods Of”, em 1961, indo direto para as paradas de sucesso com as músicas “How Deep Is The Ocean?” e “How High The Moon”.
Nas décadas de 60 e 70 continuou lançando clássicos e duetos com as belas divas Mary Wells, Kim Weston e Tammi Terrell. A parceria com Tammi Terrell parece ter sido a mais dolorosa. Embora eles não fossem namorados, como era comentado nos bastidores a morte dela, vitimado por um tumor no cérebro em 1970, deixou Marvin em depressão.
“What’s Going On” de 1971, cuja canção homônima chegou a ser recusado pela gravadora que não a considerou comercial o suficiente, é marco musical, com uma letra consciente, em plena Guerra do Vietnam. Em 1974 lança o disco “Live!”, e em 1978 “Here My Dear”, de 1978, onde as letras são inspiradas no fim do casamento com Anna, também tiveram ótima repercussão.Logo que seu divórcio foi concluído, casou-se com Janis Hunter. Desta união nasceram dois filhos.
Os anos 80 foram o ápice de sua carreira, com “Midnight Love”, que trazia o ‘hit’ “Sexual Healing”. Quantas vezes eu vi este clip. A letra é sensual e a batida envolvente.

Marvin tornou-se o principal artista da famosa gravadora Motown quando, infelizmente, um fato trágico fez o cantor se calar. No dia 1º de abril de 1984, véspera de seu aniversário, quando completaria 45 anos, Marvin Gaye foi assassinado pelo próprio pai, após um desentendimento familiar.
Nos anos seguintes, seus álbuns foram relançados e a coletânea “Very Best Of” chegou às lojas em 2001. A gravadora Motown também lançou gravações ao vivo e material raro depois da morte do músico.
quinta-feira, março 01, 2007
Um livro difícil de comprar.
Mesmo lançado com grande repercussão na imprensa, com direito a artigos e até editoriais favoráveis o livro do jornalista Ali Kamel, teima em permanecer nas prateleiras das livrarias, encalhado. Num texto que beira a arrogância, o autor tece argumentos duvidosos contra as ações afirmativas e todos os projetos de lei, em processo de votação no Congresso Nacional.Na época, nem perdi tempo em comentar os equívocos dentro deste livro. Mas grandes personalidades do Movimento Negro fizeram com maestria.
Agora, o livro pode ser comprado por módicos R$ 15, 00, entretanto ainda assim é caro, pois os dados oficiais do IBGE e outras pesquisas mostram a necessidade da aplicação de cotas no Brasil.
Tomara que o livro não tenha se beneficiado de incentivos culturais, pois a população negra, também contribuinte em impostos, estaria sendo lesada duas vezes.
Acredito que um dia Ali Kamel tenha consciência da grande colaboração que deu para os racistas deste país.
Ele não é racista, mas o livro é.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Mais uma batalha: MP da Bahia e Rede Globo


Demorou mais aconteceu: o Ministério Público da Bahia entrou com uma ação de tutela coletiva e indenizatória contra a Rede Globo, por causa da novela Sinhá Moça. Um das exigências da ação judicial é obrigar a emissora carioca a produzir no mesmo horário uma novela, que corrija os erros históricos sobre a luta da população negra por sua libertação e também sobre o abolicionismo.
A decisão de processar a Globo foi tomada após a realização de um inquérito civil, instaurado em maio do ano passado, para investigar se “Sinhá Moça” teria deturpado a história da escravidão e prejudicado a auto-estima da população negra e afrodescendente. Segundo Soares Filho, a novela errou ao mostrar o negro extremamente passivo e sofredor, incapaz de se libertar a não ser por intermédio de heróis brancos.
Baseada no romance de mesmo nome escrito por Maria Dezonne Pacheco Fernandes, adaptado pela Globo pela primeira vez em 1986, “Sinhá Moça” é considerada uma obra abolicionista. Para o promotor Soares Filho, porém, a última versão possui “inúmeras cenas de graves ofensas racistas, agredindo moral, física e psicologicamente homens e mulheres negras”.
Titular da 2ª Promotoria de Justiça da Cidadania de Salvador, Soares Filho afirma ainda no documento que, “ao veicular cenas de brutais ofensas racistas (físicas e morais) contra homens, mulheres e crianças negras, sem o devido contraponto de mostrar a capacidade de luta, a coragem, a inteligência e a incrível força moral e espiritual dessas vítimas, a Rede Globo de Televisão transmitiu uma mensagem extremamente negativa” para os afrodescendentes.
A ação corre na 3ª Vara Cível de Salvador, cuja titular, juíza Letéia Braga, solicitou a citação do diretor da Rede Globo, Octávio Florisbal, no Rio de Janeiro. Na época da abertura do inquérito civil, a emissora se defendeu das acusações de deturpação histórica e ofensa à dignidade dos negros afirmando que “Sinhá Moça” é uma obra literária e, portanto, caracterizada pela ficção.
O promotor, no entanto, não se convenceu com o argumento e procurou subsidiar sua tese na opinião de especialistas e estudiosos. Entre outros pontos, a ação lembra que, à época da abolição da escravatura, período em que “Sinhá Moça” se passa, a grande maioria dos negros já se encontrava livre ou alforriada. Alguns deles, inclusive, como o engenheiro baiano André Rebouças (1838-1898) e o jornalista fluminense José do Patrocínio (1854-1905), faziam parte da elite e se engajaram na luta pela abolição, formalizada em 1888, com a assinatura da Lei Áurea.
Para escrever a versão ‘historicamente correta’ de “Sinhá Moça”, o promotor pede que o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, seja orientado “por doutores em história previamente aprovados pelo Ministério Público”.
Cafundó.

Uma coisa que precisa urgente é uma revisão é o papel da comunidade na Igreja Católica. Através das irmandades negras e de pessoas como João de Camargo, teve uma caracterização forte e bem cultural.
João era escravo, depois se tornou tropeiro, e após um casamento frustrado, converte-se em religioso. Há inclusive o conflito entre religiões de matriz africana e o catolicismo, representado na figura de Flávio Bauraqui, que leva para as telas um Exu, pra lá de perfeito. Bom para aqueles que ainda pensam que o orixá é sinônimo de demônio. Ledo engano.
O filme tem defeitos de roteiro e montagem, mas nada que comprometa o produto final.
Vejam e tirem suas próprias conclusões.
Pra mim ele foi um Padre Cícero negro, do interior paulista. Mas sem o viés político que tinha o cearense.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Jennifer Hudson + outra linda afro-americana premiada no Oscar
Texto retirado do Uol
Jennifer Hudson, uma carismática jovem de 25 anos que em 2004 foi uma das finalistas do "reality show" "American Idol", conseguiu dois anos mais tarde entrar para o elenco do musical "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho", que rendeu glória e o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.Ela nunca estudou canto ou interpretação, mas revelou que sua meta desde pequena era virar uma estrela.No entanto, nem nos melhores sonhos imaginava que teria uma noite como a de domingo, na qual superou atrizes consagradas como a australiana Cate Blanchet ("Notas Sobre um Escândalo") e a mexicana Adriana Barraza ("Babel"), ou jovens talentos como a japonesa Rinko Kikuchi ("Babel") e Abigail Breslin ("Pequena Miss Sunshine").Dois anos depois da derrota no "American Idol", a jovem conseguiu fama e ofertas de trabalho que nenhum vencedor do 'reality' consegue.Pouco depois da participação no programa, Jennifer Hudson deu o troco na algoz, Fantasia Barrino, ao derrotar a vencedora do "American Idol" em um teste para um musical.Na ocasião, o cineasta Bill Condon procurava alguém com voz intensa para interpretar a heroína Effie White, papel que chega a ofuscar a estrela Beyoncé e que rendeu a Jennifer Hudson prêmios importantes como o Globo de Ouro e a estatueta do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG)."Nunca perdi as esperanças de interpretar Effie. Sempre mantive a fé", disse à imprensa após o Globo de Ouro em janeiro.
Para ficar com o papel no qual brilha mais que pesos pesados como Jamie Foxx, Beyoncé Knowles e Eddie Murphy neste musical sobre a carreira de um grupo de soul famoso nas décadas de 60 e 70, Hudson concorreu com 782 candidatas.Jennifer Hudson nasceu em Chicago, onde integrou durante anos um coral gospel. Também trabalhou como animadora infantil em um cruzeiro da Disney, no qual cantava músicas do filme "Hércules". Em "Dreamgirls", o destaque fica por conta de sua interpretação de "And I'm Telling you I'm not Going".No plano musical, já assinou um contrato com o produtor Clive Davis, da Arista Records, que lançou carreiras tão diversas como as de Janis Joplin, Whitney Houston, Justin Timberlake e Christina Aguilera. A Variety, bíblia do entretenimento de Hollywood, afirma que a estrela emergente lembra as trajetórias de Barbra Streisand e Bette Midler, e até mesmo "uma jovem Aretha Franklin".
Idi Amin Dada
Uma das poucas novidades da noite do Oscar foi a indicação do ator afro-americano Forest Whittaker, por sua interpretação do ditador de Uganda, Idi Amin, no filme: The Last King of Scotland – O Último Rei da Escócia. Tenho que salientar, que a produção é ainda um pouco maniqueísta, quando faz a tragédia africana, ser trazida na ótica de um europeu, que pra variar, só está sem cena para tentar civilizar o dirigente ugandense.
Abaixo forneço a biografia de Idi Amim retirada do site Netsaber. O que eu posso resumir é que ele foi um dos bonecos, colocados no poder pelos Estados Unidos, durante o período da Guerra Fria contra a União Soviética, que no final detonou vários paises africanos e latino-americanos.
Mas ainda assim, por curiosidade, acho que o filme deve ser visto. Eu assistirei.
Biografia
O ex-ditador de Uganda nascido em uma pequena tribo de camponeses muçulmanos de Kakwa, nas margens do Nilo e um dos distritos mais remotos de Uganda, um dos déspotas mais sanguinários da África, considerado culpado pela morte de dezenas de milhares de ugandenses, que tomou o poder em um golpe militar (1971), derrubando o presidente Milton Obote. Alistado no Exército britânico, onde foi ajudante de cozinheiro do regimento britânico King's African Rifles, e impressionou com seu 1,90 metro de altura, seus 110 kg e sua habilidade pugilística, que o converteram em campeão de boxe na categoria peso pesado de seu país (1951-1960). Após a independência do país (1962) tornou-se chefe do Exército (1966) do presidente Milton Obote. Após o golpe de estado, depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de governo que durante oito anos (1971-1979) de um regime brutal deixou um país arruinado e centenas de milhares de pessoas assassinadas. Demonstrando um temperamento megalômano, vingativo e violento, expulsou (1972) cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda em um país de homens negros. Uma figura grande e imponente, seu comportamento excêntrico criou a imagem de um bufão dado a explosões irregulares e foi chamado de Bug Daddy. Uma vez se declarou rei da Escócia, proibiu hippies e minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que ele gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas. Expressava admiração por Adolf Hitler, foi denunciado dentro e fora do continente africano por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo (1971-1979). Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as 100 mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de box de manter cabeças decepadas em uma geladeira, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que ele praticava canibalismo. Rompeu relações diplomáticas com Israel e ordena a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus (1972). Foi recebido (1975) pelo papa João Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional (1976) quando, depois do seqüestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea israelense atacou o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Campala, libertando todos reféns são libertados. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal. Rompeu (1976) relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois.fracassou um atentado contra ele nos subúrbios de Campala. Exilado na Tanzânia o líder por ele derrubado Milton Obote convocou um levante (1979) e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU), pelas forças do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, e de exilados ugandenses, e um novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa.

Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de buscar um novo refúgio quando o ditador líbio Muammar Gaddafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, aconhado por suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando seu estado de saúde agravou-se, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu que pudesse voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado por seus atrocidades. Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde ele vivia na maior parte do tempo desde que foi deposto (1979) em um pequeno funeral na Arábia Saudita, horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
A ancestralidade de Whoopy Goldberg está na Guiné Bissau.

As análises de DNA realizadas pelo laboratório “African Ancestor”, especialista em afro-americanos, no campo da genealogia e da genética, provou as origens guineenses da atriz. Seus ancestrais vieram de Ome, a 45 Km de Bissau; e ela pertence ao grupo Papel e Bayote. Quando os jornalistas da Associated Press, que têm posto em Ome, mostraram uma fato da atriz a Iye Faustino, um morador da região, de 28 anos, ele assegurou aos jornalistas que “esta mulher deve ser papel. As formas de sua boca e de seu nariz lembram muito os nossos”...........Whoopy Goldberg não é a única a recorrer à genética para reencontrar suas raízes. Este método é usado cada dia mais. Graças às pesquisas levadas a cabo durante 20 anos sobre a descrição do genoma humano, é muito possível reconstituir a história de famílias, não mais pelos arquivos do estado, mas decifrando os cromossomos. Depois de cinco anos, as dezenas de laboratórios nos Estados Unidos e na Grã Bretanha, como “Family Tree DNA”, em Houston e “Oxford Ancestry”, em Cambridge, se lançaram nesse trabalho.íntegra, em francês: http://www.afrik.com/article11173.html
quarta-feira, janeiro 31, 2007
John legend
John Legend
terça-feira, janeiro 30, 2007
Barack Obama – O 1º presidente negro dos EUA?
Não será a primeira tentativa, mas está parece ser a mais forte investida de um político afro-americano em direção a Casa Branca. O senador democrata pelo estado de Illinois, Barack Obama, terá que vencer a também senador e ex-primeira-dama Hilary Clinton na disputa pela cadeira de George W. Bush. Apenas a ativista negra, Ângela Davis, conseguiu ser submetida as urnas através do Partido Comunista dos Estados Unidos. O pastor Jesse Jackson sempre foi o grande nome para representar os negros nos Estados Unidos, mas sempre foi preterido.Obama nasceu no dia 4 de agosto de 1961, no Havaí, em Keyne, filho de um diplomata. Freqüentou os melhores colégios, sempre vivendo em várias partes do mundo por causa da profissão do pai. Destacou-se politicamente como um advogado defensor de causas humanitárias e pelos direitos civis, especialista em direito constitucional, formado por Harvard. É extremamente querido pela mídia.
Mas enfrentará Hilary Clinton, que dizem alguns analistas, é mais forte e implacável que o ex-presidente Bill Clinton, entretanto carecendo de carisma político. Além disto, ela tem um forte poderio econômico de grupos financeiros interessados na volta do esquema dos oitos anos Clinton, de extremo desenvolvimento econômico.
Para nós, negros brasileiros, a eleição de Obama mudará pouco nossas vidas. Nem acredito que a eleição de um presidente afro-brasileiros seria a solução para eliminação das desigualdades raciais no país. O problema é muito mais profundo, e necessita que um programa nacional sério, de longo prazo, para que tenhamos no futuro negros e brancos no mesmo patamar social.
Entretanto, se o senador Obama vencer as primárias do Partido Democrata e passar o candidato dos Republicanos, que pode ser a também negra Condolezza Rice, tornará um ícone mundial. Será o presidente do país mais poderoso do mundo, inspirando que jovens negros em todo o mundo sonhem em alçar maiores vôos. Também será um recado para os políticos brasileiros, que em geral, sem exceção mantém em suas presidências e direções uma só etnia.É incrível, o Brasil não tenha vergonha de se olhar no espelho e achar normal, que sejam raros os prefeitos, governadores, senadores e deputados negros.
terça-feira, janeiro 16, 2007
TUPAC SHAKUR
Acho que eu era viciado em fazer coisas erradas
Em algum lugar perdido da minha infância meu coração morreu
E mesmo que nós dois tenhamos nascido no mesmo lugar
O dinheiro e a fama nos fizeram mudar de lugar
Como isso pode acontecer, por toda a miséria
Que tivemos que passar
Os tempos dificeis
fazem um verdadeiro amigo ficar receoso de vir até você
Pedir por dinheiro
Você pode vir até mim quando precisar
Nunca vou deixar alguém acreditar nessa merda que nós vemos
Isto é uma coisa pequena de verdade
O que eu posso fazer? Amigos de verdades ajudam você a enfrentar os problemas
E se houver novidades ele vai fazer o mesmo se ele puder
Porque no gueto os amigos de verdade ajudam você a se sentir bem
Tempos bons eram aqueles que nós zuavamos pra caramba, chama a policia
Acabando com a paz que estava na minha quebrada
Isto nunca vai acabar, quando minha mãe me perguntava se eu ia mudar
Eu dizia pra ela que sim mas é óbvio que eu vou ser sempre o mesmo
Até o fim dos tempos
Troque essas asas quebradas
Eu preciso de sua ajuda aqui para me curar mais uma vez
Até o fim dos tempos
Então eu poderei voar
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos
Por favor Senhor me perdoe por essa minha vida de pecados
Meu olhar de mau parece que assusta todos os meus sobrinhos
Porque você sabe, eu não fico muito tempo em casa
Toda noite saindo pra ganhar dinheiro me fez perder o contato, droga
Não dou um sorriso faz um tempo
Um nascimento inesperado é o pior para as crianças do gueto
Minhas atitudes me deixaram andando sozinho
Dando rolê sozinho no meu Lowrider
Vendo o mundo todo em câmera lenta
As vezes sumia para ficar ouvindo o oceano
Fumando uns Newports ficava pensando e depois voltava pra minha vida
Em quem eu posso confiar nesse mundo frio
O pilantra do meu mano teve um filho com minha ex-mina
Mas não fiquei injuriado
Eu sou um jogador, eu não matei ele
Eu comi a irmã dele, fiz ela gemer como uma mexicana
Sua parente mesmo
Sem remorsos, isto tinha que acontecer
Depois de rimar a unica coisa que eu era bom era numa transa
Até o fim dos tempos
Ha ha
Agora quem tem o dom de dizer que eu estava certo ou errado
Em viver minha vida como um fora da lei solitário
Continuei forte neste mundo cheio de invejosos
Só ficam falando mas na Death Row tá cheio de exemplos
E no fim de tudo bebendo Hennessey, todos os meus inimigos com inveja de mim
Eles somem quando eu rimo esclarecendo facilmente as coisas
Eles caem de joelhos, e imploram pelo seu direito de respirar
Enquanto me implorar para manter a paz
Ha ha
Bem, acho que isto está perto de acontecer
Em tempos de perigo não trema, é hora de ser um homem
Siga meus ensinamentos, eu lhe darei tudo oque você precisar
Um pouco de habilidade e uns treinamentos para ser um gangsta
Lembre de mim como um fora da lei filho da mãe
Outro album meu saindo, é só pra isso que eu vivo
Cada vez mais louco até eu ver o meu caixão
Enterrado como um gangsta enquanto o mundo todo se lembra de mim
Até o fim dos tempos
[Refrão] 2x
E um anjo desde do céu e me leva
Lembrem se de mim
E meu filho está só agora
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos
Talvez esse seja o bandido em mim...
"O tempo em breve mostrará, um pensamento pode durar por anos"
Natural de Bronx, New York, Tupac Amaru Shakur nasceu em 1971, com o nome de Lesanne Crooks. O significado do nome pelo qual o conhecemos é especial. Tupac Amaru é um nome inca que traduz serpente resplandecente e Shakur é um nome egípcio que se traduz por grato a Deus.
Em 1981, a família de Tupac mudou-se para Baltimore, para que este frequentasse o Liceu de Artes da dita cidade. É nesta fase que Tupac escreve o seu primeiro rap, então, sob o nome de MC New York.
Mais tarde, em Junho de 1988, a sua família muda-se para Marin City, uma cidade vizinha de Oakland, na California. Aqui, Tupac envolve-se com verdadeiros marginais e começa a vender droga. Em Agosto do mesmo ano, o padrasto de Tupac, Mutulu Shakur, é preso e sentenciado a 60 anos de cadeia devido a um crime alegadamente cometido pelo mesmo em 1981.
Em 1990, Tupac junta-se ao grupo Digital Underground, desempenhando um papel de rapper e dançarino. Em 1991 e enquanto membro deste grupo que foi nomeado pela Academia dos Grammys, ele destaca-se na música Same Song do álbum This Is Na Ep Release e no álbum Sons Of The P.
Nesse mesmo ano, o rapper alcançou reconhecimento individual com o álbum 2Pacalypse Now, do qual resultaram os singles bem sucedidos, Trapped e Brenda´s Got A Baby. A polémica em redor deste álbum que falava de polícias sendo assassinados, trouxe a 2Pac alguma popularidade e o rótulo de rapper marginal e socialmente incorrecto começava a ser definido em Tupac.
No ano seguinte, Tupac participa no filme de Earnest Dickerson, Juice. Em 1993, é lançado o segundo álbum a solo do rapper, intitulado de Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z., este com uma aceitação ainda mais forte que resultou num enorme número de cópias vendidas. Note-se que houve sempre uma tendência em duplicar o número de vendas dos álbuns de 2Pac de álbum para álbum até o All Eyez On Me. Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z. produziu os singles, I Get Around, Keep Ya Head Up e Papa´z Song. Nesse mesmo ano contracenou com Janet Jackson no filme Poetic Justice.Em 1994, Tupac apareceu associado ao grupo Thug Life na banda sonora do filme protagonizado por ele próprio, Above The Rim e no próprio álbum do grupo, Volume 1.
Durante uma rixa perto dos estúdios de gravação em New York, Tupac é baleado cinco vezes, tendo sido disparados dois tiros na cabeça. Miraculosamente o rapper sobreviveu, tendo atribuído as culpas do incidente ao seu amigo de longa data Christopher Wallace (The Notorious B.I.G.). Contudo nunca houveram provas incriminatórias para o sucedido, embora que para Tupac a situação estava esclarecida, Biggie Smalls teria organizado o atentado.
E assim começou um dos maiores ódios de sempre senão mesmo o maior, da história do hip-hop. Nesse mesmo ano, o rapper foi acusado de abuso sexual a uma mulher. Julgado em Fevereiro de 1995, é condenado a quatro anos e meio de prisão.
Com o lançamento do multi-platinado Me Against The World, 2Pac torna-se no primeiro artista a atingir o número 1 do top de vendas da Billboard enquanto está preso (!). Este album produziu entre outros, um dos singles de mais sucesso do rapper de sempre, Dear Mama, música que aliás valeu a 2Pac um Grammy.
Tupac viveu dias difíceis na cadeia. Enquanto esteve lá demonstrou estar cansado da vida que levara... Thug Life to me is dead. If it´s real, let somebody else represent it, because i´m tired of it....
Tupac passsou oito meses na cadeia e em Outubro de 1995 é libertado ao ter assinado um contrato com a produtora Death Row Records, contrato esse que obrigava o rapper a produzir pelo menos três álbuns para a produtora. Foi a única solução que o rapper teve para sair da prisão. Junta-se então a outros grandes nomes do panorama do hip-hop como Snoop Doggy Dogg e Dr. Dre.
E é num novo ambiente, benefeciando do estilo de produção californiano, que em 1996 é lançado o álbum mais vendido de sempre da história do hip-hop, All Eyez On Me, também o primeiro CD duplo de hip-hop de sempre.
Prestes actualmente a alcançar o disco de diamante (10x platina!), este álbum é um marco e um must-have do estilo. Oficialmente reconhecidos como singles estão as músicas: How Do U Want It, 2 Of Amerikaz Most Wanted, I Ain´t Mad At Cha e California Love. Este último, um dueto com Dr. Dre é talvez a música que vendeu mais até hoje de hip-hop. No single da musica How Do U Want It vinha incluído outro single, Hit Em Up. Esta música fez o conflito West/East Coast chegar ao seu pico máximo, pois o rapper pode-se dizer que escangalhou por completo todos os seus inimigos nova-iorquinos! O clima de tensão era evidente e para qualquer evento, Tupac não saía desprovido de guarda-costas e um colete anti-balas.
Por um motivo que permanece misterioso, na noite de 7 de Setembro de 1996, ocasião de um combate de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon, o rapper não levou o colete como habitualmente. Nessa noite e após o combate, quando o rapper saía no carro com Suge Knight, presidente da Death Row, foram disparados 13 tiros ao carro. 4 atingiram o rapper e um raspou o seu chefe. Após ter estado 7 dias em coma, a 13 de Setembro de 1996, Tupac Amaru Shakur falece. Nesse mesmo dia, é lançado o video clip da música I Ain´t Mad At Cha onde o rapper desempenha o papel de alguém que morre. Foi isto que fez precipitar o aparecimento das teorias que dizem que o rapper se encontra vivo e apenas falseou a sua morte para fugir à fama e ao perigo. De facto, o descrito anteriormente trata-se de depoimentos de escassas testemunhas, que até se contradizem... (para mais detalhe, ver Teorias) Em Novembro desse mesmo ano é lançado mais um álbum de 2Pac, sob o nome de Makaveli, The 7th Day Theory.
Este álbum não diminui a qualidade estabelecida pelo rapper, tendo sido produzidos os singles Toss It Up, To Live & Die In L.A. e Hail Mary. No ano seguinte, para além de mais seis músicas resultantes das bandas sonoras dos filmes protagonizados por Shakur, Gang Related e Gridlock´d, é lançado mais um álbum do rapper, de nome R U Still Down, um duplo CD do qual se destaca o single de ouro Do For Love, entre outras músicas alegadamente gravadas pelo rapper num período antecedente ao da Death Row como produtora. É revelado pelas entidades do rapper que se encontram 700 músicas deixadas por 2Pac. A notícia amenizou um pouco as teorias sobre o rapper está vivo, mas não o sufeciente...
Em 1998, mais um CD é lançado, uma compilação dos melhore êxitos de 2Pac, Greatest Hits, onde são incluídos alguns temas inéditos, entre os quais o single "Changes se destaca por ter sido um número 1 em todo o mundo. No final do ano seguinte (1999) é lançado mais um álbum de temas inéditos de 2Pac com o seu grupo The Outlawz. Still I Rise é o nono álbum de 2Pac e mais um com a qualidade que habituou o público ouvinte. Baby Don´t Cry (Keep Ya Head Up II) foi single.
O ano de 2000 trouxe aos fãs de 2Pac um tributo, The Rose That Grew From Concrete, que consistia em poemas do livro do rapper com o mesmo nome, interpretados por artistas conceituados de música negra. Um gesto que o rapper merecia... Resta dizer que está confirmado o lançamento do álbum Until The End Of Time,o décimo do rapper (mais!) um duplo CD...
Vivo ou morto, Tupac é um ícone do rap e a sua mais distinta personalidade, um poeta dedicado, um homem com coragem para falar por muita gente oprimida por esse mundo fora e com sensibilidade para definir sentimentos.
Texto retirado de http://thuglove.br.tripod.com/tupac/id12.html
Oh, Eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Eu me sinto bem, sabia que me sentiria
Tão bem, tão bem, por ter você
Oh, Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, porque tenho você
Quando te tenho em meus braços
Sei que não posso fazer nada de errado
E quando te tenho em meus braços
O meu amor não te fará mal algum
E eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, por que eu tenho você
Quando te tenho em meus braços
Sei que não posso fazer nada de errado
E quando te tenho em meus braços
O meu amor não te fará mal algum
E eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, Bem, porque eu tenho você
Oh, eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Ei, oh, sim
James Joseph Brown Jr. (Barnwell, 3 de Maio de 1933 — Atlanta, 25 de Dezembro de 2006) foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.
Nascido na Carolina do Sul, foi um prolífico letrista e produtor musical, foi o principal impulsionador da evolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funk, sendo a invenção deste último gênero creditada a ele. Também deixou sua marca em outros gêneros musicais, incluindo rock, jazz, reggae, disco, no hip-hop e na música dançante e eletrônica em geral.
Foi abandonado aos 4 anos por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.[1]
Aos 16 anos, passou três anos em um reformatório por roubar carros.
Durante os anos 60, lançou canções tais como "Papa's Got a Brand New Bag", "I Got You (I Feel Good)", "Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)" e "I'm Black and I'm Proud".
Em 1988, foi condenado a seis anos por posse de drogas e armas.
Sua carreira de músico profissional iniciou-se em 1953, atingindo a fama no fim da década de 1950 e início da de 1960, graças à força de suas performances ao vivo e a uma seqüência de grandes sucessos. Apesar de numerosos problemas pessoais e alguns insucessos, ele continuou a produzir sucessos nas duas décadas seguintes. Nas décadas de 1960 e 1970, Brown era uma presença em assuntos políticos norte-americanos, especialmente no ativismo em favor dos negros e dos pobres.
James Brown morreu aos 73 anos em 25 de dezembro de 2006, em Atlanta, Geógia, EUA, após internação devido a severa pneumonia[2].
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
sexta-feira, janeiro 12, 2007
A Grande Virada!

Apaixonado pelo cinema, tem um filme que recomendo neste final de ano para assistir com a família: Jerry Maguire – A Grande Virada. A história é simples e objetiva: um agente de atletas, acorda com a consciência da porcaria de profissional que é por estar explorando as pessoas, em nome dos lucros. E ele toma a atitude, que pouca gente tem coragem hoje em dia: falar a verdade e propor mudanças no trabalho e na forma de tratar as pessoas. Mas como a vida não é um conto de fadas, ele acaba ganhando de premio um grande pé na bunda, do patrão, dos clientes e até da namorada.
E ele acaba ficando com apenas um jogador de futebol americano, problemático, mas bem engraçado o Rod Tidwell, interpretado por Cuba Gooding Jr, além do apoio de sua única funcionária, a mãe solteira Dorothy Boyd (atriz Renée Zellweger). O Jerry Maguire é vivido pelo sempre canastrão Tom Cruise – incrível como ele consegue fazer sempre a mesma cara em todos os filmes. Mas nesta história ele até convence.
Entre algumas cenas há um senhor fazendo uma espécie de palestras motivacional, do estilo Lair Ribeiro e coisa do tipo. Apesar de parecer chato, é até legal. As dicas são excelentes. O final, todo mundo sabe: o bem vence o mal.
Mas a vida podia ser bem melhor e será, como cantava Gonzaguinha, se tivermos atitudes para mudá-la. Mesmo que custem às vezes as nossas boas vidas acomodadas. Várias vezes na minha vida eu passei por situações onde a postura correta, me custou emprego, cargo e a paz. Mas apesar do furacão, descubro depois, que fiz o melhor. E quando caímos em desgraça, ladeira abaixo, nem sempre contamos com apoio de esposa, namorada ou coisa similar. É incrível, como na descida ao inferno pessoal, ninguém nos acompanha. Mas ai é hora de avaliar: se tudo que perdeu, era teu mesmo, ou a tempestade só levou sujeira?
É necessários, termos coragem de nos testarmos como JÓ na Bíblia. Submetido a todas as provas possíveis. Se perdermos casa, família, poder e a forma da vida que temos: nos manteremos íntegros?
Pixinguinha, o carinhoso
“Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê”.
Faça o teste: se você leitor passar por qualquer lugar de Bebedouro e começar a cantarolar as letras de Carinhoso com certeza, será acompanhado imediatamente por outras pessoas. É sem dúvida a canção mais conhecida deste país e que sobrevive a 90 anos. Foi composta em chorinho aos 20 anos por Alfredo da Rocha Vianna Filho – o Pixinguinha e depois letrada por João de Barros. Pergunto a vocês, qual musica sobreviveu a tanto tempo?
Já escrevi aqui sobre ele, mas não canso de lembrar: Pixinguinha foi um dos maiores músicos do país. Não foi o mais rico, pois semelhante ao jogador Garrincha, fazia o que gostava por prazer, e não possuía preocupação com contratos e ganhos. O apelido surgiu da união dos termos Pizindim, dado pela avó Edwirges, que em africano banto, quer dizer – menino bom, e Bexiguinha, ganhado por causa das marcas da varíola que lhe acometeu na infância.
O pai, Seo Alfredo, era flautista, mas queria que o filho tocasse bandolim ou cavaquinho. Até enfiou o moleque em aulas, mas ele imitava o pai, assobiando em folhas, até que foi do clarinete a flauta. Aos 14 anos foi contratado para se apresentar no Conjunto da Concha, numa casa de chope. Em 1911, gravou sua primeira música, o chorinho – Lata de Leite - em um disco de altas rotações. Aos 20 anos forma com Nelson Cavaquinho e Donga – os Batutas, que obteve tanto sucesso que chegaram a excursionar por Paris.
Aos 29 anos torna-se maestro e conhece o amor de sua vida, Albertina de Sousa, atriz de teatro de revista. Entretanto aos 35 anos, derrubado pelo vicio do álcool, abandona a flauta, impossibilitado fisicamente de tocar, para optar pelo saxofone. Seus grandes sócios de copo eram Donga e o compositor João da Baiana. O alcoolismo rendeu até uma musica: Briguei com Virginia – marca de uma pinga.
Ele ainda compôs muito, sendo prestigiado por Tom Jobim, Chico Buarque e teve inclusive homenageado em vida quando o prefeito do Rio de Janeiro, Negrão de Lima, deu a uma rua seu nome. Às dezesseis horas e 30 minutos no dia 17 de fevereiro de 1973, num dia de carnaval. Inclusive em sua reverencia, os blocos pararam em um minuto de silencio.E agora me pergunto: das que todos escutam nas emissoras de rádio, qual atravessará o século XXI e chegará popular daqui a 90 anos? Há algum Pixinguinha entre nós? Não se apresse neste julgamento. Apenas curta os versos. Se estiver apaixonado, melhor:
“Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz”.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Composição: Chico Buarque
Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aíOlha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega suado e veloz do batente
Não sou um grande pai, pois confesso, isto não é fácil, mas estou no aprendizado.
Mas tenho certeza que daqui uns anos, quando adulto, meu filho se orgulhara do pai que tem.
Se luto hoje, também é por ele.
Quem sabe não conseguirei ajudar a criar uma realidade racial melhor para que o Junior
Não tenha que travar as mesma lutas que hoje participo.
Que ele faça outras lutas, que o mundo também precisa.






