quarta-feira, janeiro 31, 2007

John legend

Ando ouvindo muito este cara, principalmente por causa das letras.
Ordinary People (tradução)
John Legend
Garota, estou apaixonado por você
Não é a lua-de-mel
Acabou a fase de paixão passageira
(Estamos) exatamente na parte mais densa do amor
Às vezes ficamos doentes de amor
Parece que brigamos todos os dias
Este músico cheio de talento possui uma licenciatura em Inglês da Universidade da Pensilvânia e participou nos álbuns de Lauryn Hill, Kanye West, Britney Spears, Alicia Keys, Black Eyed Peas, Jay-Z e Janet Jackson.Contudo, em 2005, John Stephens tornou-se mundialmente conhecido como John Legend e o seu extraordinário impacto no panorama musical significa que já não precisa de apresentar o seu CV a ninguém.Os amigos deram-lhe a alcunha de "Legend" (Lenda) devido à sua voz e estilo, que evocam os heróis passados da soul e R&B.Agora, enquanto o vencedor de três GRAMMY® trabalha no sucessor do primeiro álbum, Get Lifted, que vendeu milhões de cópias, a alcunha amigável parece mais uma profecia inspirada de uma sensação da música.
Contudo, a ligação de Legend com públicos de todas as idades e gostos em todo o mundo não se deve apenas ao facto de ser uma representação talentosa de heróis passados.Ao passo que a sua voz foi comparada a Marvin Gaye, Bill Withers e Stevie Wonder, as suas letras variam entre temas familiares da soul e temas contemporâneos que esperaria encontrar num álbum recente de R&B ou hip hop.Um bom exemplo é Number One. Enquanto a música utiliza um sample clássico de uma música de Curtis Mayfield, a voz do artista convidado pertence à pedra preciosa do hip hop (e amigo íntimo de Legend), Kanye West.A história de um homem que implora perdão após ter sido apanhado a trair a sua namorada é material de música soul, mas o estilo de letra, distintamente de "rua", que menciona telemóveis e o eBay, cria uma mistura irresistível e original entre o antigo e o novo.O tema percorre o álbum, desde o gospel-soul alegre de Let’s Get Lifted ao ritmo sensual de Alright e da sentida I Can Change, com Snoop Dogg, à mordacidade humilde de Ordinary People.
Esteve muito tempo à espera de atingir a ribalta, e agora que a atingiu numa escala tão extraordinária bem que se pode perdoar John Legend por se sentir algo confundido.Contudo, este não é o seu verdadeiro estilo. Em vez de se limitar a desfrutar do facto de ser o centro das atenções, Legend já está a implementar o seu plano para dominar a indústria discográfica… e mesmo a indústria cinematográfica.Para além de estar trabalhar em estúdio no sucessor de Get Lifted e em projectos conjuntos com Kanye West, Common e Will.i.am, John irá desempenhar o papel de Lionel Richie na biografia de Marvin Gaye.Quando o filme, intitulado Sexual Healing, for lançado em 2007, pode transformar John Stephens do Ohio numa das maiores e mais talentosas estrelas do planeta. Talvez mesmo numa lenda…

terça-feira, janeiro 30, 2007

Barack Obama – O 1º presidente negro dos EUA?

Não será a primeira tentativa, mas está parece ser a mais forte investida de um político afro-americano em direção a Casa Branca. O senador democrata pelo estado de Illinois, Barack Obama, terá que vencer a também senador e ex-primeira-dama Hilary Clinton na disputa pela cadeira de George W. Bush. Apenas a ativista negra, Ângela Davis, conseguiu ser submetida as urnas através do Partido Comunista dos Estados Unidos. O pastor Jesse Jackson sempre foi o grande nome para representar os negros nos Estados Unidos, mas sempre foi preterido.
Obama nasceu no dia 4 de agosto de 1961, no Havaí, em Keyne, filho de um diplomata. Freqüentou os melhores colégios, sempre vivendo em várias partes do mundo por causa da profissão do pai. Destacou-se politicamente como um advogado defensor de causas humanitárias e pelos direitos civis, especialista em direito constitucional, formado por Harvard. É extremamente querido pela mídia.
Mas enfrentará Hilary Clinton, que dizem alguns analistas, é mais forte e implacável que o ex-presidente Bill Clinton, entretanto carecendo de carisma político. Além disto, ela tem um forte poderio econômico de grupos financeiros interessados na volta do esquema dos oitos anos Clinton, de extremo desenvolvimento econômico.
Para nós, negros brasileiros, a eleição de Obama mudará pouco nossas vidas. Nem acredito que a eleição de um presidente afro-brasileiros seria a solução para eliminação das desigualdades raciais no país. O problema é muito mais profundo, e necessita que um programa nacional sério, de longo prazo, para que tenhamos no futuro negros e brancos no mesmo patamar social.
Entretanto, se o senador Obama vencer as primárias do Partido Democrata e passar o candidato dos Republicanos, que pode ser a também negra Condolezza Rice, tornará um ícone mundial. Será o presidente do país mais poderoso do mundo, inspirando que jovens negros em todo o mundo sonhem em alçar maiores vôos. Também será um recado para os políticos brasileiros, que em geral, sem exceção mantém em suas presidências e direções uma só etnia.É incrível, o Brasil não tenha vergonha de se olhar no espelho e achar normal, que sejam raros os prefeitos, governadores, senadores e deputados negros.
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terça-feira, janeiro 16, 2007

TUPAC SHAKUR

until the end of time


Acho que eu era viciado em fazer coisas erradas
Em algum lugar perdido da minha infância meu coração morreu
E mesmo que nós dois tenhamos nascido no mesmo lugar
O dinheiro e a fama nos fizeram mudar de lugar
Como isso pode acontecer, por toda a miséria
Que tivemos que passar
Os tempos dificeis
fazem um verdadeiro amigo ficar receoso de vir até você
Pedir por dinheiro
Você pode vir até mim quando precisar
Nunca vou deixar alguém acreditar nessa merda que nós vemos
Isto é uma coisa pequena de verdade
O que eu posso fazer? Amigos de verdades ajudam você a enfrentar os problemas
E se houver novidades ele vai fazer o mesmo se ele puder
Porque no gueto os amigos de verdade ajudam você a se sentir bem
Tempos bons eram aqueles que nós zuavamos pra caramba, chama a policia
Acabando com a paz que estava na minha quebrada
Isto nunca vai acabar, quando minha mãe me perguntava se eu ia mudar
Eu dizia pra ela que sim mas é óbvio que eu vou ser sempre o mesmo
Até o fim dos tempos

Troque essas asas quebradas
Eu preciso de sua ajuda aqui para me curar mais uma vez
Até o fim dos tempos
Então eu poderei voar
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos

Por favor Senhor me perdoe por essa minha vida de pecados
Meu olhar de mau parece que assusta todos os meus sobrinhos
Porque você sabe, eu não fico muito tempo em casa
Toda noite saindo pra ganhar dinheiro me fez perder o contato, droga
Não dou um sorriso faz um tempo
Um nascimento inesperado é o pior para as crianças do gueto
Minhas atitudes me deixaram andando sozinho
Dando rolê sozinho no meu Lowrider
Vendo o mundo todo em câmera lenta
As vezes sumia para ficar ouvindo o oceano
Fumando uns Newports ficava pensando e depois voltava pra minha vida
Em quem eu posso confiar nesse mundo frio
O pilantra do meu mano teve um filho com minha ex-mina
Mas não fiquei injuriado
Eu sou um jogador, eu não matei ele
Eu comi a irmã dele, fiz ela gemer como uma mexicana
Sua parente mesmo
Sem remorsos, isto tinha que acontecer
Depois de rimar a unica coisa que eu era bom era numa transa
Até o fim dos tempos

Ha ha
Agora quem tem o dom de dizer que eu estava certo ou errado
Em viver minha vida como um fora da lei solitário
Continuei forte neste mundo cheio de invejosos
Só ficam falando mas na Death Row tá cheio de exemplos
E no fim de tudo bebendo Hennessey, todos os meus inimigos com inveja de mim
Eles somem quando eu rimo esclarecendo facilmente as coisas
Eles caem de joelhos, e imploram pelo seu direito de respirar
Enquanto me implorar para manter a paz
Ha ha
Bem, acho que isto está perto de acontecer
Em tempos de perigo não trema, é hora de ser um homem
Siga meus ensinamentos, eu lhe darei tudo oque você precisar
Um pouco de habilidade e uns treinamentos para ser um gangsta
Lembre de mim como um fora da lei filho da mãe
Outro album meu saindo, é só pra isso que eu vivo
Cada vez mais louco até eu ver o meu caixão
Enterrado como um gangsta enquanto o mundo todo se lembra de mim
Até o fim dos tempos

[Refrão] 2x

E um anjo desde do céu e me leva
Lembrem se de mim
E meu filho está só agora
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos

Talvez esse seja o bandido em mim...

"O tempo em breve mostrará, um pensamento pode durar por anos"


Natural de Bronx, New York, Tupac Amaru Shakur nasceu em 1971, com o nome de Lesanne Crooks. O significado do nome pelo qual o conhecemos é especial. Tupac Amaru é um nome inca que traduz serpente resplandecente e Shakur é um nome egípcio que se traduz por grato a Deus.
Em 1981, a família de Tupac mudou-se para Baltimore, para que este frequentasse o Liceu de Artes da dita cidade. É nesta fase que Tupac escreve o seu primeiro rap, então, sob o nome de MC New York.
Mais tarde, em Junho de 1988, a sua família muda-se para Marin City, uma cidade vizinha de Oakland, na California. Aqui, Tupac envolve-se com verdadeiros marginais e começa a vender droga. Em Agosto do mesmo ano, o padrasto de Tupac, Mutulu Shakur, é preso e sentenciado a 60 anos de cadeia devido a um crime alegadamente cometido pelo mesmo em 1981.
Em 1990, Tupac junta-se ao grupo Digital Underground, desempenhando um papel de rapper e dançarino. Em 1991 e enquanto membro deste grupo que foi nomeado pela Academia dos Grammys, ele destaca-se na música Same Song do álbum This Is Na Ep Release e no álbum Sons Of The P.
Nesse mesmo ano, o rapper alcançou reconhecimento individual com o álbum 2Pacalypse Now, do qual resultaram os singles bem sucedidos, Trapped e Brenda´s Got A Baby. A polémica em redor deste álbum que falava de polícias sendo assassinados, trouxe a 2Pac alguma popularidade e o rótulo de rapper marginal e socialmente incorrecto começava a ser definido em Tupac.
No ano seguinte, Tupac participa no filme de Earnest Dickerson, Juice. Em 1993, é lançado o segundo álbum a solo do rapper, intitulado de Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z., este com uma aceitação ainda mais forte que resultou num enorme número de cópias vendidas. Note-se que houve sempre uma tendência em duplicar o número de vendas dos álbuns de 2Pac de álbum para álbum até o All Eyez On Me. Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z. produziu os singles, I Get Around, Keep Ya Head Up e Papa´z Song. Nesse mesmo ano contracenou com Janet Jackson no filme Poetic Justice.Em 1994, Tupac apareceu associado ao grupo Thug Life na banda sonora do filme protagonizado por ele próprio, Above The Rim e no próprio álbum do grupo, Volume 1.
Durante uma rixa perto dos estúdios de gravação em New York, Tupac é baleado cinco vezes, tendo sido disparados dois tiros na cabeça. Miraculosamente o rapper sobreviveu, tendo atribuído as culpas do incidente ao seu amigo de longa data Christopher Wallace (The Notorious B.I.G.). Contudo nunca houveram provas incriminatórias para o sucedido, embora que para Tupac a situação estava esclarecida, Biggie Smalls teria organizado o atentado.
E assim começou um dos maiores ódios de sempre senão mesmo o maior, da história do hip-hop. Nesse mesmo ano, o rapper foi acusado de abuso sexual a uma mulher. Julgado em Fevereiro de 1995, é condenado a quatro anos e meio de prisão.
Com o lançamento do multi-platinado Me Against The World, 2Pac torna-se no primeiro artista a atingir o número 1 do top de vendas da Billboard enquanto está preso (!). Este album produziu entre outros, um dos singles de mais sucesso do rapper de sempre, Dear Mama, música que aliás valeu a 2Pac um Grammy.
Tupac viveu dias difíceis na cadeia. Enquanto esteve lá demonstrou estar cansado da vida que levara... Thug Life to me is dead. If it´s real, let somebody else represent it, because i´m tired of it....
Tupac passsou oito meses na cadeia e em Outubro de 1995 é libertado ao ter assinado um contrato com a produtora Death Row Records, contrato esse que obrigava o rapper a produzir pelo menos três álbuns para a produtora. Foi a única solução que o rapper teve para sair da prisão. Junta-se então a outros grandes nomes do panorama do hip-hop como Snoop Doggy Dogg e Dr. Dre.
E é num novo ambiente, benefeciando do estilo de produção californiano, que em 1996 é lançado o álbum mais vendido de sempre da história do hip-hop, All Eyez On Me, também o primeiro CD duplo de hip-hop de sempre.
Prestes actualmente a alcançar o disco de diamante (10x platina!), este álbum é um marco e um must-have do estilo. Oficialmente reconhecidos como singles estão as músicas: How Do U Want It, 2 Of Amerikaz Most Wanted, I Ain´t Mad At Cha e California Love. Este último, um dueto com Dr. Dre é talvez a música que vendeu mais até hoje de hip-hop. No single da musica How Do U Want It vinha incluído outro single, Hit Em Up. Esta música fez o conflito West/East Coast chegar ao seu pico máximo, pois o rapper pode-se dizer que escangalhou por completo todos os seus inimigos nova-iorquinos! O clima de tensão era evidente e para qualquer evento, Tupac não saía desprovido de guarda-costas e um colete anti-balas.
Por um motivo que permanece misterioso, na noite de 7 de Setembro de 1996, ocasião de um combate de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon, o rapper não levou o colete como habitualmente. Nessa noite e após o combate, quando o rapper saía no carro com Suge Knight, presidente da Death Row, foram disparados 13 tiros ao carro. 4 atingiram o rapper e um raspou o seu chefe. Após ter estado 7 dias em coma, a 13 de Setembro de 1996, Tupac Amaru Shakur falece. Nesse mesmo dia, é lançado o video clip da música I Ain´t Mad At Cha onde o rapper desempenha o papel de alguém que morre. Foi isto que fez precipitar o aparecimento das teorias que dizem que o rapper se encontra vivo e apenas falseou a sua morte para fugir à fama e ao perigo. De facto, o descrito anteriormente trata-se de depoimentos de escassas testemunhas, que até se contradizem... (para mais detalhe, ver Teorias) Em Novembro desse mesmo ano é lançado mais um álbum de 2Pac, sob o nome de Makaveli, The 7th Day Theory.
Este álbum não diminui a qualidade estabelecida pelo rapper, tendo sido produzidos os singles Toss It Up, To Live & Die In L.A. e Hail Mary. No ano seguinte, para além de mais seis músicas resultantes das bandas sonoras dos filmes protagonizados por Shakur, Gang Related e Gridlock´d, é lançado mais um álbum do rapper, de nome R U Still Down, um duplo CD do qual se destaca o single de ouro Do For Love, entre outras músicas alegadamente gravadas pelo rapper num período antecedente ao da Death Row como produtora. É revelado pelas entidades do rapper que se encontram 700 músicas deixadas por 2Pac. A notícia amenizou um pouco as teorias sobre o rapper está vivo, mas não o sufeciente...
Em 1998, mais um CD é lançado, uma compilação dos melhore êxitos de 2Pac, Greatest Hits, onde são incluídos alguns temas inéditos, entre os quais o single "Changes se destaca por ter sido um número 1 em todo o mundo. No final do ano seguinte (1999) é lançado mais um álbum de temas inéditos de 2Pac com o seu grupo The Outlawz. Still I Rise é o nono álbum de 2Pac e mais um com a qualidade que habituou o público ouvinte. Baby Don´t Cry (Keep Ya Head Up II) foi single.
O ano de 2000 trouxe aos fãs de 2Pac um tributo, The Rose That Grew From Concrete, que consistia em poemas do livro do rapper com o mesmo nome, interpretados por artistas conceituados de música negra. Um gesto que o rapper merecia... Resta dizer que está confirmado o lançamento do álbum Until The End Of Time,o décimo do rapper (mais!) um duplo CD...
Vivo ou morto, Tupac é um ícone do rap e a sua mais distinta personalidade, um poeta dedicado, um homem com coragem para falar por muita gente oprimida por esse mundo fora e com sensibilidade para definir sentimentos.

Texto retirado de http://thuglove.br.tripod.com/tupac/id12.html
James Brown Vive no Céu fazendo de lá um inferno musical!!!

Oh, Eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Eu me sinto bem, sabia que me sentiria
Tão bem, tão bem, por ter você
Oh, Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, porque tenho você
Quando te tenho em meus braços
Sei que não posso fazer nada de errado
E quando te tenho em meus braços
O meu amor não te fará mal algum
E eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, por que eu tenho você
Quando te tenho em meus braços
Sei que não posso fazer nada de errado
E quando te tenho em meus braços
O meu amor não te fará mal algum
E eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Eu me sinto bem, como açucar e tempeiro
Tão bem, tão bem, Bem, porque eu tenho você
Oh, eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Eu me sinto bem, eu sabia que me sentiria
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Tão bem, tão bem, porque eu tenho você
Ei, oh, sim
James Joseph Brown Jr. (Barnwell, 3 de Maio de 1933 — Atlanta, 25 de Dezembro de 2006) foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.

Nascido na Carolina do Sul, foi um prolífico letrista e produtor musical, foi o principal impulsionador da evolução do gospel e do rhythm and blues para o soul e o funk, sendo a invenção deste último gênero creditada a ele. Também deixou sua marca em outros gêneros musicais, incluindo rock, jazz, reggae, disco, no hip-hop e na música dançante e eletrônica em geral.

Foi abandonado aos 4 anos por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.[1]

Aos 16 anos, passou três anos em um reformatório por roubar carros.

Durante os anos 60, lançou canções tais como "Papa's Got a Brand New Bag", "I Got You (I Feel Good)", "Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)" e "I'm Black and I'm Proud".

Em 1988, foi condenado a seis anos por posse de drogas e armas.

Sua carreira de músico profissional iniciou-se em 1953, atingindo a fama no fim da década de 1950 e início da de 1960, graças à força de suas performances ao vivo e a uma seqüência de grandes sucessos. Apesar de numerosos problemas pessoais e alguns insucessos, ele continuou a produzir sucessos nas duas décadas seguintes. Nas décadas de 1960 e 1970, Brown era uma presença em assuntos políticos norte-americanos, especialmente no ativismo em favor dos negros e dos pobres.

James Brown morreu aos 73 anos em 25 de dezembro de 2006, em Atlanta, Geógia, EUA, após internação devido a severa pneumonia[2].

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

sexta-feira, janeiro 12, 2007

A Grande Virada!


Apaixonado pelo cinema, tem um filme que recomendo neste final de ano para assistir com a família: Jerry Maguire – A Grande Virada. A história é simples e objetiva: um agente de atletas, acorda com a consciência da porcaria de profissional que é por estar explorando as pessoas, em nome dos lucros. E ele toma a atitude, que pouca gente tem coragem hoje em dia: falar a verdade e propor mudanças no trabalho e na forma de tratar as pessoas. Mas como a vida não é um conto de fadas, ele acaba ganhando de premio um grande pé na bunda, do patrão, dos clientes e até da namorada.
E ele acaba ficando com apenas um jogador de futebol americano, problemático, mas bem engraçado o Rod Tidwell, interpretado por Cuba Gooding Jr, além do apoio de sua única funcionária, a mãe solteira Dorothy Boyd (atriz Renée Zellweger). O Jerry Maguire é vivido pelo sempre canastrão Tom Cruise – incrível como ele consegue fazer sempre a mesma cara em todos os filmes. Mas nesta história ele até convence.
Entre algumas cenas há um senhor fazendo uma espécie de palestras motivacional, do estilo Lair Ribeiro e coisa do tipo. Apesar de parecer chato, é até legal. As dicas são excelentes. O final, todo mundo sabe: o bem vence o mal.
Mas a vida podia ser bem melhor e será, como cantava Gonzaguinha, se tivermos atitudes para mudá-la. Mesmo que custem às vezes as nossas boas vidas acomodadas. Várias vezes na minha vida eu passei por situações onde a postura correta, me custou emprego, cargo e a paz. Mas apesar do furacão, descubro depois, que fiz o melhor. E quando caímos em desgraça, ladeira abaixo, nem sempre contamos com apoio de esposa, namorada ou coisa similar. É incrível, como na descida ao inferno pessoal, ninguém nos acompanha. Mas ai é hora de avaliar: se tudo que perdeu, era teu mesmo, ou a tempestade só levou sujeira?
É necessários, termos coragem de nos testarmos como JÓ na Bíblia. Submetido a todas as provas possíveis. Se perdermos casa, família, poder e a forma da vida que temos: nos manteremos íntegros?
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Pixinguinha, o carinhoso


“Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê”.

Faça o teste: se você leitor passar por qualquer lugar de Bebedouro e começar a cantarolar as letras de Carinhoso com certeza, será acompanhado imediatamente por outras pessoas. É sem dúvida a canção mais conhecida deste país e que sobrevive a 90 anos. Foi composta em chorinho aos 20 anos por Alfredo da Rocha Vianna Filho – o Pixinguinha e depois letrada por João de Barros. Pergunto a vocês, qual musica sobreviveu a tanto tempo?
Já escrevi aqui sobre ele, mas não canso de lembrar: Pixinguinha foi um dos maiores músicos do país. Não foi o mais rico, pois semelhante ao jogador Garrincha, fazia o que gostava por prazer, e não possuía preocupação com contratos e ganhos. O apelido surgiu da união dos termos Pizindim, dado pela avó Edwirges, que em africano banto, quer dizer – menino bom, e Bexiguinha, ganhado por causa das marcas da varíola que lhe acometeu na infância.
O pai, Seo Alfredo, era flautista, mas queria que o filho tocasse bandolim ou cavaquinho. Até enfiou o moleque em aulas, mas ele imitava o pai, assobiando em folhas, até que foi do clarinete a flauta. Aos 14 anos foi contratado para se apresentar no Conjunto da Concha, numa casa de chope. Em 1911, gravou sua primeira música, o chorinho – Lata de Leite - em um disco de altas rotações. Aos 20 anos forma com Nelson Cavaquinho e Donga – os Batutas, que obteve tanto sucesso que chegaram a excursionar por Paris.
Aos 29 anos torna-se maestro e conhece o amor de sua vida, Albertina de Sousa, atriz de teatro de revista. Entretanto aos 35 anos, derrubado pelo vicio do álcool, abandona a flauta, impossibilitado fisicamente de tocar, para optar pelo saxofone. Seus grandes sócios de copo eram Donga e o compositor João da Baiana. O alcoolismo rendeu até uma musica: Briguei com Virginia – marca de uma pinga.
Ele ainda compôs muito, sendo prestigiado por Tom Jobim, Chico Buarque e teve inclusive homenageado em vida quando o prefeito do Rio de Janeiro, Negrão de Lima, deu a uma rua seu nome. Às dezesseis horas e 30 minutos no dia 17 de fevereiro de 1973, num dia de carnaval. Inclusive em sua reverencia, os blocos pararam em um minuto de silencio.
E agora me pergunto: das que todos escutam nas emissoras de rádio, qual atravessará o século XXI e chegará popular daqui a 90 anos? Há algum Pixinguinha entre nós? Não se apresse neste julgamento. Apenas curta os versos. Se estiver apaixonado, melhor:
“Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz”.
 

segunda-feira, janeiro 08, 2007



Composição: Chico Buarque
Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar

E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aíOlha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega suado e veloz do batente

Não sou um grande pai, pois confesso, isto não é fácil, mas estou no aprendizado.
Mas tenho certeza que daqui uns anos, quando adulto, meu filho se orgulhara do pai que tem.
Se luto hoje, também é por ele.
Quem sabe não conseguirei ajudar a criar uma realidade racial melhor para que o Junior
Não tenha que travar as mesma lutas que hoje participo.
Que ele faça outras lutas, que o mundo também precisa.

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segunda-feira, novembro 27, 2006

Blade - O primeiro grande sucesso de um heroi negro

Este filme faz parte da minha coleção por vários motivos. Um deles é que o protagonista é negro, num tipico filme de ação, onde em geral, somos retratados como bandidos.
O ponto positivo vai também da "mocinha", também ser negra e o vilão é branco. A mensagem do diretor não poderia ser mais direta: ele não está falando de vampiros.
Mas ele foi tão obvio, que nas sequências seguintes a coisa foi diluida em mais ação inconsequênte, sem dar chance a estas comparações.
Mesmo assim, veja e reveja.

quarta-feira, novembro 22, 2006

DJAVAN É TUDO DE BOM

NEM UM DIA (Djavan)

Nem um dia
Djavan
Composição: Djavan

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide (bis)

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)


Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)

quinta-feira, novembro 16, 2006

Quem foi Zumbi ?


Ainda hoje, passados, 311 de seu assassinato há duvidas históricas se Zumbi realmente existiu. Se este era mesmo seu nome, se era apenas uma lenda, ou seja, quem foi Zumbi?
O termo Zumbi, pode ter derivado segundo alguns historiadores de Jimvi ou Jimbi, que traduzido da língua N`angola, que dizer – o de barbas brancas, o pai, o velho, o chefe. O polemico estudioso baiano Francisco Nina Rodrigues relata a palavra Zambi, como rei. Vários zambis seriam generais, sendo assim, não um nome próprio e sim um cargo de comando.
O historiador Décio Freitas faz uma pesquisa mais minuciosa no livro “Palmares: Guerra dos Escravos”, lançado em 1984, onde calcula o nascimento de Zumbi, em 1655, numa das comunidades que formavam o grande Quilombo dos Palmares. A data coincide com a primeira expedição militar contra a comunidade, ordenada pelo então governador de Pernambuco, Francisco Barreto. As tropas foram comandadas por Brás da Rocha Cardoso, que fracassou no seu objetivo principal - destruir o quilombo, mas conseguiu capturar várias pessoas, entre elas um bebê – o pequeno Zumbi.
O recém-nascido foi entregue ao padre português, Antônio Melo, no povoado de Porto Calvo. Isto é comprovado através de cartas do religioso, que retornou a Portugal em 1682. Ele batiza o menino de Francisco, e lhe ensinou a ler e escrever em português e latim – língua usada nas celebrações eucarísticas da época. Com 10 anos Zumbi já demonstrava uma inteligência incomum.
Aos 17 anos, Zumbi, foge de volta para Palmares, onde devido sua coragem em batalha, é escolhido para o exercito de resistência. Em 1673, consegue a façanha, aos 18 anos, de derrotar as tropas de Antonio Jacome Bezerra, sendo promovido assim a cabo-de-guerra. Em 1677 ajuda a desbaratar a expedição de Fernão Carrilho, contra Palmares, e aos 22 anos, é elevado a general-das-armas. Nesta mesma época, acaba se casado com uma mulher branca de nome Maria, oriunda de uma fazenda vizinha ao Quilombo.
Contra a expedição militar de Manoel Lopes Galvão Zumbi recebe um grave ferimento na perna e fica coxo pelo resto da vida. Em novembro de 1678, ele substitui no comando central de Palmares, seu tio Ganga Zumba, traído e envenenado num acordo com o Governo de Pernambuco, do qual era contra, por não confiar no tratado de paz assinado.
No dia 26 de março de 1680, é oferecido um outro tratado de paz, mas para Zumbi, em troca da deposição das armas dos palmerinos. Zumbi não responde e continua a luta. No dia 26 de fevereiro de 1685, o próprio rei de Portugal endereça uma carta assinada, oferecendo paz a Zumbi, o nomeando Capitão de Palmares, mas dando liberdade apenas à parte dos moradores de Palmares. Ele recusa, mas conseguia diplomaticamente, mas tempo de trégua das invasões contra o Quilombo.
Em 1686 os senhores de engenho e o Governo de Pernambuco patrocinam um enorme exercito mercenário, chefiado pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Com ajuda de canhões, comprados da Inglaterra, consegue derrubar as defesas do Quilombo, na madrugada no dia 6 de fevereiro de 1694. Zumbi escapa ferido, mas se recupera e em menos de um ano organiza uma tropa com mais de 2 mil pessoas e trava uma luta de guerrilha nas matas, emboscando as tropas que o perseguiam, e ainda liberta negros das senzalas.
No dia 20 de novembro de 1695, o bandeirante André Furtado, captura Antonio Soares, um dos companheiros de Zumbi, e sob tortura, consegue armar uma emboscada. Ele e mais 5 guerreiros são praticamente fuzilados, nas matas da Serra dos Dois irmãos. Para comprovar o feito, o bandeirante transportou o corpo até o Povoado de Porto Calvo e apresentou na Câmara Municipal. Num exame corporal Zumbi apresentava 15 ferimentos à bala. Teve seu órgão sexual cortado, e um olho arrancado num ato de selvageria, além de ter decepado a mão direita.
Atestaram a identidade de Zumbi, Banga, companheiro de Zumbi capturado, os escravos negros Francisco e João e o senhor de engenho Antonio Pinto. Salgada em sal fino a cabeça do líder negro foi exibida por ordem do então governador Melo e Castro em praça pública, como forma de intimidação a novas rebeliões negras ou formação de quilombos.
Segundo o historiador Irineu Joffily Zumbi, teve um filho, capturados aos 20 anos, durante a tomada do Quilombo dos Palmares. Na primeira oportunidade ele fugiu e teria formado no estado da Paraíba, juntamente com outros sobreviventes de Palmares, o Quilombo dos Craúnas, no vale do Piancó.
Zumbi realmente existiu, a Historia confirma com farta documentação.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Eu e Elas


Mais uma amostra de bom seriado norte-americano, protagonizado por um elenco negro. Aqui no Brasil tirando os seriados "Cidade dos Homens" e "Turma do Gueto", o fato real é que somos meros figurantes nas produções nacionais.
O seriado em questão é excelente , pois trata de um tema pouco debatido: os filhos de pais separados. O texto aborda de forma humoristica, a adaptação da vida do pai dentro de um novo casamento.
Vai ao ar todo sábado por volta das 18 horas no SBT. O horário as vezes muda, mas não se esqueçam, é a TV do Silvio Santos, ele é imprevisível, e a qualquer momento a atraçao saiu do ar.
E esse é mais um motivo para assisti-lo, pois talvez seja uma das poucos oportunidades de ver algo etnicamente diferente.

quarta-feira, agosto 16, 2006

EM MINHA TERRA


Um dos filmes que deve estar chegando às locadoras é o Em Minha Terra, estrelado pelos oscarizados Juliette Binoche e Samuel L. Jackson. É uma história madura de amor e tem como pano de fundo as Comissões da Verdade e da Reconciliação na África do Sul. O que era isso? Assim que tomou posse como presidente Nelson Mandela criou comissões regionais ou municipais para ouvir vitimas e acusados de crimes durante o Apartheid. As pessoas que assumissem suas responsabilidade durante a audiência pública, teriam judicialmente a anistia dos seus crimes.
A Argentina também está fazendo o julgamento dos acusados de crimes durante o Regime Militar, e o mesmo ocorre, de forma lenta, no Chile. Olhando para o Brasil, percebemos que a Anistia de 1979 serviu tanto para os presos políticos, quanto para os torturadores. Mas nunca a nação parou para refletir se isso foi o mais correto.
Muitos dos problemas que hoje temos, começaram neste período nefasto. A abordagem inadequada que a Segurança Publica é tratada. Temos a suspeita que as práticas de torturas para obter confissões ou mesmo dobrar o espírito dos detentos, ainda é aplicada. A forma das policias militar, civil e federal agirem desarticulada no combate ao crime, é fruto de uma redemocratização mal feita. Incrível que na Repressão Política as autoridades tinham uma articulação para prender as pessoas acusadas de subversão política e agora, não.
Mas o filme toca no assunto da culpa de uma forma de agir e pensar africana. Não aconteciam nestas comissões, atos de vinganças das vitimas contra os opressores. Isso não ajuda: é preciso saber que assim, a maldição continuaria. A pedagogia usada na África do Sul foi da Ubuntu – ou seja, do perdão e reunificação do país e das etnias em torno de uma só nação. Feitas as confissões, parentes de mortos e sobreviventes, deveriam seguir juntos para construir um futuro. Ubuntu - todos somos interligados, e uma ação contra qualquer pessoa, atinge o mundo, pois somos também responsáveis.
Nelson Mandela conseguiu assim conduzir eu seu mandato presidencial o país por uma transição que poderia ter acabado em banho de sangue.
O Brasil precisa disso: analisar o que foram as ditaduras Vargas e Militar e seus efeitos sobre o desenvolvimento econômico e social, inclusive sobre os problemas que eram jogados para debaixo do tapete, em nome da Lei de Segurança Nacional e da Ordem e Progresso.

sexta-feira, julho 28, 2006

FRANCISCO SOLANO TRINDADEDO


- Eita negro!
quem foi que disse
que a gente não é gente?
quem foi esse demente,
se tem olhos não vê...

O autor destes versos, Solano Trindade nasceu no dia 26 de junho em 1908, em Pernambuco, sendo um dos maiores poetas, pintores, teatrólogos do Brasil, oriundo da periferia, é que tinha militância afro-brasileira. Este recifense era filho de sapateiro Manuel Abílio, mestiço, sapateiro, e da quituteira Emerenciana, do bairro São José.
Logo na adolescência, deixou a cidade, em direção ao Rio Maravilha – Rio de Janeiro, onde juntamente com lideranças negras como Abdias do Nascimento, organizou o Primeiro Congresso Afro-Brasileiro e posteriormente ajudou a idealizar o Teatro Experimental Negro. Em editorial, o jornal O Globo chegou a afirmar que se tratava de "um grupo palmarista tentando criar um problema artificial no País", ou seja, o racial, na opinião deles, não existia no Brasil, e Solano estaria praticamente o criando. Visão jornalística racista.
Em 1950 conseguiu junto com o sociólogo Edson Carneiro fundar o Teatro Popular Brasileiro, e cinco anos depois organizou a criação do Brasiliana – grupo de dança étnica – revolucionário, e que excursionou pelo Brasil e pelo exterior com muito sucesso.Também no exterior realizou o documentário "Brasil Dança".
Sob a direção inovadora do teatrólogo Solano foi encenada pela primeira vez a peça Orfeu, que depois virou filme, dirigido pelo francês Marcel Cammus, e tornou-se um clássico cinematográfico. Embu, sua cidade adotada, passou a virar parte do mapa cultural do Brasil, com as apresentações do teatro Popular Brasileiro.Nos filmes “Agulha no Palheiro”, “Mistério da Ilha Vênus” e “Santo Milagroso” Solano atuou como ator. Foi também co-produtor no premiado “Magia Verde”.
Na literatura sua atuação pode ser constatada em “Poemas de uma Vida Simples”, “Seis tempos de Poesia” e “Cantares ao meu Povo”.
Ele ainda teve atuação política, como um dos fundadores da Frente Negra Brasileira, e sua poesia sempre tinham como tema a contestação social e racial da realidade brasileira. Entretanto sofreu na carne com isso, um de seus filhos, Francisco, morreu, durante o Regime Militar, torturado.
Morreu no dia 20 de fevereiro de 1974, em um hospital do Rio de Janeiro, praticamente anonimamente.

Fonte: O Negro Escrito, de Oswaldo de Camargo

Tem gente com fome
Tem gente com fome
Tem gente com fome
Só nas estações
Quando vai parando
Lentamente, começa a dizer
Dá de comer
Se tem gente com fome
Dá de comer
Se tem gente com fome
Dá de comer
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quarta-feira, julho 26, 2006

TONI TORNADO

Ele já está com 76 anos de idade, mas semelhante a outros membros de nossa etnia, isso não é percebido visualmente – ainda é aquele jovem, que no V Festival da Canção, cantava BR-3, com o punho levantado, imitando a atitude dos integrantes dos Panteras Negras. Antonio Viana Gomes, ou, Toni Tornado.
O ator e cantor nasceu no dia 26 de maio de 1930, em Mirante de Paranapanema, estado de São Paulo, região hoje muito mais conhecida pela concentração de assentamentos do Movimento Sem Terra, liderados por José Rainha.
Sua vida mudou quando aos 11 anos, em 1941, resolveu sozinho, ir para o Rio de Janeiro, onde foi morar na rua como menino de rua. Para sobreviver, ganhava alguns trocados como engraxate e vendedor de amendoim, na praia e nos sinais de transito. Após uma breve passagem por uma instituição de acolhimento a adolescentes carentes, acaba se alistando no Exercito do Brasil, chegando a servir na expedição ao Oriente Médio.
A rápida convivência com soldados norte-americanos, Toni passa a cantar rock, e logo é revelado na Radio Mayrink Veiga, no programa Hoje é dia de rock. Seu talento, logo lhe gerou a oportunidade de integrar o elenco da peça Brasiliana. Foram anos de excursões internacionais, e na passagem pelos Estados Unidos, acabou separando-se do grupo.
Toni Tornado viveu clandestinamente nos Estados Unidos por três anos, sendo fortemente influenciado pelo Movimento Black Power e por James Brown. Em Nova Iorque, no bairro harlem, de predominância negra, por falta de oportunidade acaba trabalhando para traficantes. Neste período também conhece um brasileiro, que viria se tornar famoso no país: o Tião Maconheiro, hoje conhecido como Tim Maia. Mas quando compra um Cadillac chama atenção da policial, e acaba preso e deportado para o Brasil.
Em solo nacional Toni Tornado tem o primeiro choque com o Governo Militar – agentes do DOPS, assustam-se com as cores berrantes e sua roupa, e sua postura altiva, incomum no afro-brasileiro do período e prendem o artista. Mas sua sabedoria negra, o estimula a dar declarações desconexas, deixando nos agentes a imagem de um negro doido. O libertam, mas antes o humilha.
Mas não seria seu primeiro problema com a Ditadura Militar. Em um show da Elis Regina, quando ela canta a musica Black is Beautiful, sobe no palco, dança com o punho levantando, novamente lembrando uma atitude Black Power. Policiais o prendem novamente e eles tentam de novo o humilhar, sem conseguir sucesso. O negrão tinha uma grande força de vontade e resistência.
Em 1972, a fama teatral o leva para a TV Tupi onde interpreta em novelas. Tornado fez inúmeros filmes, com destaque para o papel de Ganga Zumba em Quilombo, dirigido pro Caca Diegues.
Nesta fase televisiva, dois fatos o marcaram: os seis anos de namoro com a atriz Arlete Salles, que foi inclusive perseguida por namorador um negro. E o papel como Rodesio, capanga da viúva Porcina e Roque Santeiro, onde Dias Gomes, o novelista, queria mostrar um final, onde os dois ficassem juntos, mas que o medo do preconceito racial, fez que a idéia fosse abandonada.
Recentemente em entrevista a Revista Carta Capital, o velho Toni Tornado renasceu ao criticar inclusive as novelas da Rede Globo, onde ele e outros atores negros são relegados a pequenos papeis, e as histórias não ajudam na auto-estima da comunidade negra.
O que vai marcá-lo é sua interpretação de Br-3, com o Trio Ternura. Uma atitude no palco que faz falta em muitos cantores negros, excetos nos rappers – alguém que assuma a própria cor.
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segunda-feira, julho 24, 2006

Josephine Baker

Este ano ela estaria completando 100 anos de idade, mas quando nasceu em St. Louis, Missouri, Freda Josephine Carson, filha de uma lavadeira e de um musico não dava a menor pista de que seria esta grande estrela e até heroína de guerra, condecorada pelo General Charles De Galle.
Sua infância foi similar a de muitas meninas afro-americanas em um estado sulista e segregacionista, trabalhando como empregada domestica, lavadeira, baba e garçonete. Mas desde a adolescência descobriu se talento artístico e só não começou antes, por causa da recusa de teatros em aceitá-la ainda menor de idade.
Aos 18 anos, surgiu a grande chance, quando trabalhava como camareira da cantora de blues Clara Smith. Cinco anos implorando por uma chance e na ausência da diva, ela foi substituí-la de última hora e foi aplaudida. Um ano depois já estava em Paris com o show Revue Nègre, com uma ousadia incomum, dançava no teatro da Champs Elysées apenas de tanga e coberta por penas. Simplesmente a platéia ficou boquiaberta por gente como Léger, VanDongen, Jean Cocteau e Dorius Milhaud. Não demorou e transformou em marca registrada uma tanga de banana.
E a menina do Missouri foi aceita na Europa, chegando a virar sinônimo de brilhante = Bakerfix. O sucesso veio junto com conquistas materiais, sendo vistas nas noites francesas com um carro de luxo Voisin e um leopardo acoleirado de nome Chiquita. E na vida pessoa pode ser cortejada por muitos homens, mas nenhum definitivamente conquistou seu coração.
Quando estoura a Segunda Guerra Mundial, foi chamada para animar os soldados da Resistência Francesa, chegando inclusive a trabalhar para o serviço secreto dos Aliados. Após a guerra morou majestosamente no Castelo de Milandes, em Castelnau-la-Chapelle. Lá adotou doze crianças órfãs, de diversas etnias.
Uma de suas poucas frustrações foi à falta de reconhecimento em seu país, só corrigido em 1973, no Carnegie Hall, Nova Iorque, mas quando visitava os Estados Unidos foi muito discriminada. Isso a motivou a engajar na luta norte-americana de Combate ao Racismo, chegando a participar da Marcha de Washington, em 1963. Ela chegou a processar a loja Stork Club de Nova York, por causa de um atendimento que considerava racista.
Ela esteve no Brasil pela primeira vez em 1929, apresentou-se no Teatro Casino, no Rio de Janeiro. Retornou com sucesso em 1952, contracenando com Grande Otelo no show "Casamento de Preto", onde cantava "Boneca de Piche" em português. Voltou mais uma vez em 1963 para uma temporada no Copacabana Palace. A última vez no Brasil em 71, no Rio, em Belo Horizonte e Porto Alegre quando também se apresentou no programa do polemico Flávio Cavalcanti.
Consagrada e aplaudida no mundo todo Josephine Baker morreu em 1975.
Josephine Baker
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quinta-feira, julho 20, 2006

Correções e contribuições na História de Esmeraldo Tarquínio

 
Um dos principios que norteiam na contrução deste blog, é que não sou dono da verdade. E mantendo este compromisso vou expor a contribuição do jornalista Antonio Lucio sobre a História do Esmeraldo Tarquínio, que abordei, quando analisei a comunidade negra e a Ditadura Militar.
Segue Abaixo o texto:
MARCO ANTONIO, meu objetivo é apenas o de colaborar, fazendo com que não sejamos alvo de chacotas por desconhecermos fatos relacionados com a participação política de cidadãos negros no processo político brasileiro nos últimos 40 anos.Como colaborador, eleitor e ex-secretário político de ESMERALDO SOARES TARQUINIO DE CAMPOS FILHO (ESMERALDO TARQUNIO)de 1962/1969, tenho o dever de fazer as devidas correções no texto postado sobre sua atuação política. Nascido em São Vicente, Esmeraldo realmente fez politica na vizinha cidade de Santos, onde se elegeu Vereador em 1959 pelo então Partido Socialista Brasileiro (PSB), tendo como Vereador sido´Líder do Prefeito José Gomes na Câmara Municipal de Santos. Em 1962, como candidato da coligação MTR/PTN, foi eleito Deputado Estadual com 7.193 votos (5.800 conquistados em Santos). Foi candidato pela primeira vez em 1965, tendo sido derrotado por Silvio Fernandes Lopes. No ano de 1966, foi re-eleito Deputado Estadual com mais de 30.000 votos pelo então emergente partido político MDB que teve sua atuação política concedida pelos governantes da época, em função da extinção das antigas greis partidárias, cuja posse para o novo mandato ocorreu em 1967. Em novembro de 1968, foi eleito pelo MDB prefeito de Santos com expressiva maioria de votos com a posse prevista para abril de 1969. No dia 13 de março de 1969, teve cassado seu mandado de Deputado Estadual e suspenso seus direitos políticos por 10 anos, fato que impediu sua posse no cargo de Prefeito para o qual foi eleito no ano anterior. SÓMENTE ESTA É A REALIDADE DE SUA ATUAÇÃO POLÍTICA. Em reconhecimento a sua luta política em benefício da cidade e da Baixada Santista, a Prefeitura da Estância Balneária de Santos, perpetuou seu nome num prédio público, denominando SALA PREFEITO ESMERALDO TARQUÍNIO, o salão nobre do sodalício municipal. A denominação de PONTE DEPUTADO ESMERALDO TARQUINIO, que liga São Paulo ao litoral sul paulista, foi o reconhecimento do governo do Estado por sua luta para a construção de nova ponte em substituição a antiga ponte sobre o estuário.
ANTONIO LUCIO - Jornalista, Político e mentor de POLCOMUNE (POLÍTICA & COMUNIDADE NEGRA). Posted by Picasa

segunda-feira, julho 17, 2006

Syriana - A Indústria do Petróleo


Assistam. É simplesmente inteligente. Sem moralismo e discursos. Bem direto. E vale também pela atuação do ator afro americano Jeffrey Wright.
Recomendação: Veja o DVD vagarosamente, um pouco por dia, como um livro. Assim terá tempo para refletir. Parece um conselho esquisito, mas Syriana não é um roteiro típicamente americano fast food. É bem melhor.
Veja abaixo o trailer
Syriana

sexta-feira, julho 14, 2006

Antonio Frederico de Castro Alves

Antonio Frederico de Castro Alves nasceu no dia 14 de março de 1847, filho de Clélia Brasília da Silva Castro e Antonio José Alves. Com oito anos de idade, em Salvador, perde a mãe. Seu pai foi uma grande influencia na sua formação abolicionista, pois era tinha um comportamento como médico assistencialista junto a população negra.
Aos 15 anos de idade, ele e o irmão, José Antonio vão continua seus estudos na capital de Pernambuco, Recife. Lá toma contato com os movimentos abolicionista. Já em 1963 publica seu primeiro poema sobre afro-brasileiro: “A Canção do Africano”. No mesmo tempo acaba se apaixonando por uma atriz portuguesa de teatro, Eugênia Câmara.
O ano de 1864, o poeta sofre um forte abalo emocional, seu irmão José, entra em depressão que depois se mata. Nem sua admissão na Faculdade de Direito do Recife, o acaba animando. Passa longos períodos de tristeza e dedica-se cada vez mais a literatura. É neste clima que escreve seus poemas “Mocidade e Morte”, “O Século” e “Os Escravos”.
Em 1866 acontece mais um fato triste na vida de Castro Alves, seu pai, morre. Ele acaba entrando assim de cabeça no abolicionismo, para esquecer a situação e por convicção e acaba conhecendo um promissor estudante e político, Rui Barbosa e juntos fundam uma organização de combate a escravidão.
No mesmo tempo que se dedica a política abolicionista, o poeta é também um sucesso no mundo artístico, quando declama no Teatro Santa Isabel o poema “Pedro Ivo”, e relaciona-se amorosamente com sua paixão, Eugênia. Os dois têm uma intensa e forte paixão, que se mudam do Recife e vão morar em Salvador. Inspirado nela, ele escreve “Gonzaga”, que o consagra como poeta..
Em uma viajem a capital do Império, conhece os escritores Machado de Assis e José de Alencar, onde ambos trocam impressões sobre literatura e política. Fascinado pelo desenvolvimento da região sudeste, Castro pede transferência de curso para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco – na capital do Estado de São Paulo, onde se matricula no terceiro ano.
No ambiente progressista e republicano do Largo São Francisco, Castro escreve “O Navio Negreiro”, e em sua primeira declamação pública, foi aplaudido em pé. No mesmo ano, 1868, sua peça teatral “Gonzaga”faz um sucesso estupendo. Mas o ano não acaba bem, quando ele, em um acidente de caça acaba dando um tiro no próprio pé esquerdo.
O que vem na seqüência de sua vida, só o faz deprimir-se: Eugenia termina o relacionamento e seu pé que, sob ameaça de gangrena, foi afinal amputado no Rio, em meados de 69. Castro Alves acaba assim abandonando os estudos e retorna para o Nordeste, retornando a residir em Salvador.Na capital baiana, ainda tenta recuperar o vigor pela vida, quando nutre paixão platônica pela cantora Agnese Trinci Murri. Mas seu estado de saúde piora, e acaba morrendo no dia 6 de julho de 1871. É o patrono da Cadeira nº. 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
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quinta-feira, julho 13, 2006

A MÃO DA LIMPEZA - GILBERTO GIL & CHICO BUARQUE (1984)

A mão da limpeza
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão

quinta-feira, julho 06, 2006