segunda-feira, junho 26, 2006

Malcolm X



Família
Não é difícil saber por que Malcolm X se tornou um dos maiores líderes negros do mundo – era filho de um pastor batista afro-americano de militância ativa: o reverendo Earl Little, também filiado a UNIA – Associação para a Melhoria Universal do Negro. Possuía uma deficiência, sendo cego de um olho e era alto, 1 metro e 90 centímetros de altura.
Earl era de Reynolds, estado da Geórgia, sul dos Estados Unidos e logo cedo teve que abandonar os estudos, para ajudar no sustento da família. Era um seguidor das idéias de Marcus Garvey que propunha para o negro a liberdade, independência e o amor próprio, além do retorno a África.
A mãe de Malcolm era Louise Little, imigrante de Granada, América Central. Tinha cabelos pretos, lisos e por ser filha de uma união entre um homem branco e uma mulher negra herdou um tom de pele muito claro, chegando a ser considerada uma branca. Mas isso não era motivo de orgulho para ela, por saber o sofrimento e preconceito que passavam as pessoas de cor preta.
O líder nasceu no dia 19 de maio de 1925 em um hospital de Omaha, sendo o sétimo filho do casal. Os irmãos mais velhos eram Ella, Earl Junior, Mary, Wilfred, Hilda, e Philbert. Tem ainda os caçulas Yvonne e Reginald e Robert.
O pai de Malcolm tinha uma fama de agitador e por isso estava sempre mudando de cidade. Sempre pregando nos finais de semana nas igrejas batistas e durante semana propaganda as idéias de Marcus Garvey. Mas estava juntando economias para ter seu próprio negocio e fazia o possível para dar um bom nível de vida para todos.
Mas constantemente perseguido por membros da Ku Klux Klan e entidades correlatas, ele acabou sendo morto em 1931, por integrantes da Legião Negra – grupo racista de Lasing. Foi espancado e depois colocado sob os trilhos da ferrovia onde seu corpo foi praticamente cortado ao meio, na passagem de um trem. Ainda com medo dos assassinos racistas, seu velório não foi aceito em nenhuma igreja, sendo velado na casa da família.

Desintegração da família
Imediatamente a situação da família piorou financeiramente. Apenas um dos seguros foi pago, sendo o maior negado, pois a Seguradora afirmava que o reverendo tinha na verdade cometido suicídio. Louise passou a trabalhar como empregada domestica, mas às vezes perdia o trabalho, quando as famílias brancas descobriam de quem ela era viúva.
Por causa da fome, e a depressão do inicio dos anos 30, passaram fome. Às vezes conseguiam dinheiro vendendo coelhos que caçavam, e às vezes, Malcolm até furtava comida nas lojas de Lasing. Por causa disso, era detido e levado para o conselho tutelar e ao serviço de Assistência Social. Quando chegava a casa levava homéricas surras da mãe. Não demorou a ser encaminhado a lares adotivos, de onde era mudado constantemente devido seu comportamento.
O golpe falta para desintegração do núcleo família, foi o progressivo desequilíbrio mental da Louise que chegou a ser internada no Hospital Estadual de Doenças Mentais, em Kalamazoo. Não esqueçamos que estamos no inicio de século XX, e o tratamento psicológico é deficiente e preconceituoso, principalmente com os negros. A mãe de Malcolm passou 26 anos internada, e nunca mais recuperou a sanidade mental. Só Deus, sabe a que foi submetida.
Na adolescência Malcolm teve que lidar com ambiente extremamente discriminatório. Tentou lutar boxe para se destacar na escola e tirava boas notas. Mas suas aspirações foram reduzidas a pó quando seu professor de inglês, Senhor Ostrowski, disse que não poderia se tornar um advogado, pois não era uma profissão típica de negros. “Você tem que ser realista” disse.
Terminado os estudos correspondentes ao Primeiro Grau, Malcolm foi para Boston, ajudado por sua irmã, Ella. Lá conheceu seu amigo inseparável de juventude, Shorty, que logo lhe apelidou de Red, por causa da coloração avermelhada dos cabelos castanhos que tinha. Pelo parceiro passou a dar dicas de como vestir, agir e falar em uma grande cidade e juntos passaram a trabalhar como engraxates.

Juventude e Criminalidade
Shorty também foi que iniciou a vida social de Malcolm, com seu alisamento de cabelo, com congolene, que consistia na mistura de: lixívia, dois ovos e duas batatas de tamanho médio, vaselina, uma barra de sabão, luvas de borrachas e dois pentes, sendo um de dentes largos e outro fino. O processo era doloroso, além de fazer cair cabelo, ainda ardia indescritivelmente.
Com 21 anos conseguiu emprego de garçom em uma companhia ferroviária, onde conseguiu chegar até Nova Iorque e por conseqüência no Harlem, bairro de predominância negra. Mas logo abandonou este trabalho para tornar-se um apontador de apostas e traficante de drogas. Em 1943 foi quase convocado para o Exercito, que lutava na Segunda Guerra Mundial, mas conseguiu ser dispensado.
Após ter se desentendido com um dos chefes do crime organizado do Harlem, West Indian Archie, Malcolm passou a cometer furtos e foi preso. Condenado no Tribunal do Condado de Middlesex, a 10 anos de prisão a serem cumpridos a partir de fevereiro de 1946 na Penitenciária Estadual de Charlestown.

A Passagem pela Prisão.
Quando Malcolm chegou à prisão estava no auge de toda sua revolta de tudo que havia acontecido na vida, desde a morte do pai até o envolvimento com o crime. Mesmo lá, ele não foi abandonado pelos irmãos Ella, e Philbert que tinha se tornado um pastor em Detroit que estava rezando por sua recuperação moral.
Na cela desenvolveu um novo vicio o consumo de noz-moscada, que misturada em um copo de água fria, dada o mesmo efeito da maconha, de acordo com seu relato. Com o dinheiro enviado pela irmã passou a comprar outros entorpecentes: nembutal, benzidrina e baseados.
Por freqüentemente insultar os guardas e passar muito tempo na solitária por isso, ganhou o apelido de Satã, também devido aos cabelos avermelhados. Em 1947 conheceu um preso negro de apelido Bimbi, tido como intelectual por todos os detentos, que passou a lhe dar noções de filosofia e o incentivou a ler.

Conversão ao Islamismo
1948 – foi o ano em que passou a ter contato com o Islamismo através do irmão Philbert, que lhe escrevia que tinha encontrado a verdadeira religião dos negros, da Nação do Islã. Malcolm estava neste momento transferido para a Penitenciária de Concord. Depois foi Reginald que deu o seguinte conselho “não coma carne de por e pare de fumar, que lhe mostrarei como sair da cadeia” disse.
E assim através de muitas cartas e algumas visitas dos irmãos, que ele se converteu ao Islaminismo. No final daquele mesmo ano foi transferido para a prisão-Colônia em Norfolk, no estado de Massachusetts, que era pro conhecida por ter um sistema de recuperação prisional mais aberto. O local era ajudado por pesquisadores das universidades de Harvard e de Boston. Ainda em Norfolk passa a conhecer Elijah Muhammad, para quem passou enviar suas cartas, que lhe correspondeu.
Em 1952, após sua libertação condicional e foi morar em Detroit com o irmão Wilfred, onde começou freqüentar o tempo Numero Um de Detroit. Logo que foi aceito na Nação do Islã, trocou o sobrenome de Little, que era segundo a orientação dos mulçumanos negros, herdado dos senhores de escravos, para “X” – ou seja, uma incógnita.
No ano seguinte, foi nomeado para o seu primeiro cargo dentro da estrutura da Nação, Ministro Assistente do Templo Número Um de Detroit. Tinha como função a arregimentação de novos fieis. Tinha um discurso forte, onde acusava os pastores negros de não fazer nada contra o racismo. Como não era um cargo remunerado passou a ser operário em uma fábrica.

Vira um suspeito para o FBI
Em um dia normal de trabalho na fábrica foi procurado por um agente do FBI, que o convidou para ir até o escritório deles em Detroit. Lá foi interrogado sob qual a razão que não tinha se alistado para a convocação da Guerra da Coréia. Ele respondeu atrevidamente que não sabia que o exercito norte-americano aceitavam ex-presidiários. De lá foi encaminhado para uma junta de alistamento, quando deu a entender que mesmo forçado não lutaria na guerra iniciada pelos brancos.
O desempenho de Malcolm chamou a atenção de Elijah, que o convidou para visitar outras cidades e ajudar a aumentar os seguidores.

Betty X

Em 1956 através de um trabalho no Templo Sete, em Nova Iorque conheceu a irmã Betty X, enfermeira, formada no Instituto Tuskegee, estado do Alabama, que ensinava as mulheres mulçumanas noções básicas de saúde pública.
Ela também tinha sofrido com uma infância cheia de complicações socioeconômicas, chegando a ser adotada por uma outra família. Converteu-se ao Islamismo durante o ultimo ano de faculdade e se isso lhe gerou problemas – o fim do custeio dos seus estudos pelo casal adotivo. Mas superou isso trabalhando como babá.
No dia 14 de janeiro de 1958 Malcolm e Betty se casam em Lasing, e foram morar por dois anos com Irmão John Ali e sua esposa, no bairro Queens, Nova Iorque. Novembro daquele ano nasceu à primogênita do casal: Attilah e o pai era agora o Secretário Nacional da Nação do Islã. O nome foi dado em homenagem a Átila o Huno, líder que enfrentou o Império Romano.
Depois a família mudou-se para Long Island onde nasceu em 1960, à filha Qubila, - outra homenagem, agora ao líder oriental Kublai Kan. 1962 foi o ano do nascimento da filha Ilysah – homenageando no idioma árabe o líder Elijah e a caçula Amilah veio ao mundo em 1964.
Retornado a 1956 um fato marcou bastante a memória de Malcolm, o espancamento do um companheiro mulçumano, Jonhson Hinton por policiais. Ele enfrentou as autoridades pela primeira vez, e conseguiu junto com os freqüentadores do Templo Sete, ao quais as vítimas pertenciam pressionar pelo devido pronto atendimento médico dele. A cena com dezenas de mulçumanos marchando pela Avenida Lenox até o Hospital do Harlem, impressionou tanto os policiais, quanto à população negra. Ninguém tinha enfrentado até aquele dia com tanta firmeza e êxito a violência policial.
E o caso não parou por ai: advogados da Nação do Islã moveram um processo judicial contra a Prefeitura de Nova Iorque e a vítima recebeu uma indenização de 70 mil dólares. O fato virou manchete em todos os jornais da comunidade negra.


Malcolm vira assunto na Mídia
Os meios de comunicação passaram a se interessar pela organização da Nação do Islã, inclusive produzindo reportagens e documentários. Também começaram a ser estudado por sociólogos das universidades americanas.
Em 1959 foi exibida por um canal de televisão uma reportagem em que as lideranças dos mulçumanos negros falavam, inclusive, Malcolm, com o titulo “O ódio que o ódio gerou”. Isso teve dois efeitos: aumentou o temos das autoridades sobre o islaminismo negro e aumentou o número de seguidores.
Com o aumento do assédio da Mídia, Elijah Muhammad nomeou Malcolm para representá-lo em entrevista e palestras, e bom ressaltar que a saúde dele, não estava muito boa. Isso também gerou problema para o jovem líder que passou a ser invejado pelos os outros integrantes da hierarquia da Nação do Islã.
Ao mesmo tempo em que ganha a confiança de Elijah, o líder negro, começa a ser informado sobre as acusações de assédio sexual, adultério e até processos de paternidade movido contra o dirigente dos mulçumanos negros. Inclusive, Betty acaba confirmando as suspeitas, pois fica sabendo de muita coisa no seu trabalho de orientação das mulheres mulçumanas. Mas ele continuou sua fé nele, por acreditar que tudo pudesse fazer parte de inimigos do crescimento e do trabalho de conscientização negra, que estavam executando.

Amizade com Cassius Clay


Em 1962 em Detroit, um jovem e promissor lutador de boxe começou a freqüentar uma Mesquita da cidade. Ele imediatamente ficou fascinado pela oratória de Malcolm e em pouco tempo tornou-se um dos mais famosos mulçumanos negros.
Ao mesmo tempo as familiares de Cassius e de Malcolm tornaram-se amigas a ponto de freqüentarem entre si aniversários e outras festas. E está aproximação passou a ser vista como perigosa por setores do FBI, devido às posições radicais do líder mulçumanos.
Além disso, o atleta que depois se rebatizou de Muhamad Ali, seguiu fielmente as orientações religiosas de Malcolm, inclusive antes de suas lutas. A aceitação do Islã por Ali foi tão séria, que ele chegou a enfrentar um longo processo movido pelo Governo Norte Americano por sua recusa em se alistar no Exercito: repetindo Malcolm dizendo que não lutaria em uma batalha (Guerra do Vietnam) que não foi criada pela população negra.

Saída da Nação do Islã.
Uma manchete no dia 23 de novembro de 1963 foi suficiente para causar a queda de Malcolm do alto de seu prestigio na Nação do Islã. Perguntado por jornalista sobre o assassinato do presidente John Kennedy, ocorrido um dia antes, em Dallas, no estado do Texas, ele respondeu que o “tiro saiu pela culatra”, responsabilizando o próprio presidente pelos motivos que determinaram sua morte.
Orientado por outros membros da hierarquia mulçumana negra, Muhammad propôs uma censura pública em Malcolm de 90 dias. Eles ficaram com medo que a frase trouxesse represálias à entidade e também era o pretexto que muitos queriam para cessar a ascensão de jovem líder afro-americano, que já tinha se tornado mais famoso e conceituado a própria Nação do Islã.
Não demorou a Malcolm acordar para tudo que havia acontecido com ele, estava sendo descartado, e começou a criar uma nova vertente do Islamismo Negro e fundou a “A Mesquita Mulçumana”, com sede no Harlem. E o fez com uma concorrida entrevista coletiva. .
Num golpe na intimidade de Malcolm, Elijah decretou que nenhum o afastamento de todos os seguidores dele, incluído o lutador Ali.

Peregrinação a Meca
Com a determinação de conhecer com seus próprios olhos e formular seus próprios conceitos sobre o Islamismo, Malcolm peregrinou até Hajj – Meca, na Arábia Saudita, uma obrigação para todo mulçumano que tenha condições financeiras.
Lá conhece a multi étnica sociedade do Islã e passa a aceitar a colaboração com pessoas de outras raças no Combate ao Racismo nos Estados Unidos. Uma posição bem diferente do que tinha aprendido dentro da Nação do Islã. Abandona o prenome Malcolm e passa assinar como El-Hajj Malik El-Shabazz.
Mas mesmo assim despertava a desconfiança do Governo Norte Americano que designou agentes para acompanhá-lo secretamente e checar se o líder não estaria também fazendo contatos com militantes radicais de esquerda.
Também excursiona por paises africanos que estavam se libertando do colonialismo. Nestes locais era recebido com chefes de estado. Em palestra, assumiu sua posição antiimperialista com relação seu próprio país. Ao retornar foi recebido em uma entrevista coletiva com vários órgãos de imprensa de cobertura nacional. Em solo americano ficou sabendo da campanha de difamação movida por antigos companheiros da Nação do Islã contra ele.

Os últimos dias de Malcolm X
Em 1965 a animosidade entre o líder e seus ex-companheiros da Nação do Islã estava em um grau de muita agressividade. Eles tentavam na justiça tomar a casa em que moravam junto com Betty e as filhas.
No dia 13 de fevereiro, às 2 horas e 45 minutos da madrugada, a família sofre um atentado, onde uma bomba incendiária destrói quase metade da residência. Ele suspeita de pessoas a mando de Elijah tenham executado o serviço.
Foi recomendado a cancelar sua agenda, pois as ameaças de morte por telefone ou mesmo por recados dado por membros, que ainda eram seus amigos. No dia 21 de fevereiro de 1965, foi pregar para fiéis no Harlem, especificamente no Auduborn Ballroom, que ficava entre a Rua Broadway e a Avenida St. Nicholas. Um prédio alugado para tudo, desde casamentos até bailes, como o que havia ocorrido há dias anterior.
Neste dia, estava prevista a preleção do reverendo Milton Galamison, ativista dos Direitos Civis, que acabou tendo que cancelar por problemas na agenda. Às 15 horas, ele entrou no salão, saudando aproximadamente 400 pessoas presentes.
Inesperadamente três iniciaram uma confusão, com disparo de tiros. Malcolm pediu calmas as pessoas, mas foi abordado por um dos assassinos, que lhe apontou uma espingarda e disparou. A vítima só teve tempo para esboçar um gesto de defender-se com as mãos desarmadas. Os outros dois fizeram com revolveres mais disparos. O líder ainda foi socorrido no Hospital Presbiteriano de Columbia, mas ele foi declarado morto horas depois.
Um dos assassinos foi detido por policiais, nas imediações do local do crime: era Thomas Hogan, de apenas 22 anos e que quase foi linchado pela multidão indignado com o crime.
O médico legista disse que ele morreu em decorrência do disparo da espingarda que causaram 13 ferimentos no peito e no coração. Mesmo assim, ele foi baleado nas pernas. A ordem foi de execução sumária. O advogado de Malcolm, o também deputado estadual Percy Sutton, declarou a imprensa há meses, seu cliente tinha comunicado as autoridades policiais da possibilidade de seu assassinato, sem que nada fosse feito.
Ele foi enterrado no cemitério de Ferncliff, em Ardsley, no Estado de Nova Iorque, com o caixão dispondo sua cabeça em direção ao oriente, como manda a religião mulçumana. Não foi permitido que coveiros brancos participassem do enterro, cabendo a tarefa a outras pessoas negras.
O ator Ossie Davis discursou na ocasião do funeral, que a comunidade negra tinha perdido o príncipe negro que não hesitou em morrer pelo o que tanto lutava – a causa negra.
Para mim, que não canso de ler as analises de Malcolm sobre a situação do negro, perdemos muito mais que isto: ele estava inclusive elaborando uma verdadeira filosofia – uma forma de entender o mundo, que poderia gerar uma ideologia afro-americana.
Há suspeitas que além de Elijah Muhammad haja interessados em sua morte inclusive dentro do Governo Norte-Americano. Junto com Martin Luther King Junior, morto pouco tempo depois, reunia um poder de mobilização assustador. Tinha também respaldo internacional.
Mas o melhor que podemos fazer, é prosseguir de onde ele parou. Eu tento.

26 comentários:

Nelson Ngungu Rossano disse...

É sempre bom relebrar os grandes líderes que passaram por este mundo. Prestando homenagem a esse grande vulto que desapareceu, fiz uma tatuagem de Malcom X, para que jamais se esqueça que existe uma grande tarefa para se cumprir - a elevação da nossa comunidade a um ponto mais alto - ter consciência de nós próprios e das nossas raízes culturais, para jamais esquecermo-nos de onde viemos...

Joice da Silva (jbsdireito#orolix.com.br) disse...

Seu blog é maravilhoso! Assumo que não vi o filme ou li livros sobre Malcom X. Infelizmente no Brasil, nós negros (sim, me incluo na afirmação) não temos o costume de nos orgulhar da nossa raça, de lutarmos por nossos irmãos e o mais importante, de nos informar sobre os batalhadores e guerreiros que fizeram a diferença no mundo. O Blog já está nos meus FAVORITOS!

Anônimo disse...

Caro Marco fiquei orgulhoso de saber que você ai na região da Alta Paulista, leva unidade aos nossos irmãos negros.

Adauto Medeiros
Professor de Física
Filho do ultimo reduto resistente da cidade de S.Paulo(GRCES.Nenê de Vila Matilde)

Danilson disse...

Caro Marco António,

Parabéns pelo blog e sobre tudo pela atitude. Gostei.

Eu sou um Cabo-verdiano, logo negro, a viver em Portugal. Ultimamente tenho me interessado muito por este tema e inclusive foi em mais uma pesquisa na net sobre este assunto que descobri o seu blog.

Não sei se é do seu conhecimento, mas pode pesquisar e ler um pouco sobre Amílcar Cabral que vai descobrir "o líder africano mais esclarecido da sua geração"...

Serei, a partir de agora um visitante assíduo do seu blog.

Abraço e continua fazendo o bom trabalho.

Danilson

Anônimo disse...

É BOM LEMBRAR TBM Q NAO SAO TODOS BRANCOS, RACISTAS, CONHEÇO NEGROS Q TEM PRECONCEITO, CONTRA BRANCO, PRECONCEITO É IGUAL, NAO É PQ A HISTORIA DIZ Q O BRANCO ESCRAVIZO O NEGROS, Q TODOS OS BRANCOS TENHAM PRECONCEITO SOU BRANCO E TENHO MTOS AMIGOS NEGROS...MAS TEM CERTOS NEGROS Q ODEIAM BRANCOS...AI EU PERGUNTO ISSO É PRECONCEITO NAO?

Anônimo disse...

NAO PQ CERTOS BRANCOS FIZERAM A DESGRAÇA Q TODOS SAO IGUAIS, ENTAO NEGROS TEM Q PARA DE PRECONCEITO...

Anônimo disse...

NAO PQ CERTOS BRANCOS FIZERAM A DESGRAÇA Q TODOS SAO IGUAIS, ENTAO NEGROS TEM Q PARA DE PRECONCEITO...

Anônimo disse...

NAO PQ CERTOS BRANCOS FIZERAM A DESGRAÇA Q TODOS SAO IGUAIS, ENTAO NEGROS TEM Q PARA DE PRECONCEITO...

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Magda Paula Lisboa disse...

Olá!!

Foi pesquisando para uma amiga a história de Malcolm X que achei seu bolg.

Fiz isso para ela dois dias após a vitória de Obama ao mais alto posto da América do Norte.

Ela (que é branca) tem Se interessado sobre o assunto, que eu, apesar de não ser mas me considerar negra, por conta das minhas raízes, já estou cansada de saber.

Já li e recomendo a auto-biografia de Malcolm X de Alex HAlley 2 vezes, li sobre Martin Luther King e agora acompanho a trajetória de Barack Obama como ícone contemporâneo da mesma luta contra a segreção racial de Malcolm e King.

Incrível como o próprio negro desconhece sua história. É mais fácil criar um perfil no orkut que pesquisar sobre líderes que deram a própria vida em prol daquilo que acreditavam.

Hoje sabemos que não foi em vão. Os americanos (racistas por tradição) e o mundo mudaram! Temos que fazer nossa parte. Você fez a sua ao dissertar esse artigo que resume fielmente o livro que mencionei.

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança e nada pode mudar isso!

Aos negros: parabéns e orgulhem-se por estarem fazendo parte da história do mundo mas, agora do "outro lado do chicote".
Aos brancos (lembrando que nem todos são racistas): assistam de camarote a mudança; por que SIM, NÓS PODEMOS!

Caio disse...

"I HAVE DREAM" A exatos 50 anos um homem disse isso, contou o seu sonho, mal sabia ele que o seu sonho não era um simples sonho e sim um prenuncio de uma realidade, assim como Malcolm, Luther King tbm lutou pelo fim do preconceito e pelo direito dos negros so que de forma pacifica através das palavras.O fato é que ambos destacam-se como homens que lutaram por uma sociedade mais justa cada qual a sua maneira porem com um objetivo em comum o povo negro e seus direitos.

nilton cesar disse...

malcolm x não foi apena um lide mais foi também um edealizador de uma causa que ate hoje lutamos para que nos posamos conseguir tudo que foi tirado de nos quando tiraram os nosso antepassado da África para trabalha e luta nua causa que não era nosso mais sim de algum branco iprcrita que não sabem o que é um ser humano

Dani Bruns disse...

Muito interessante esclarecedor seu artigo. Entretento fico me perguntando ?Se o "negro" quer ser melhor que o "branquelo" também não é racismo? Ou seja uma raça querer ser melhor que outra ou querer impor sua cultura sobre outra não é tudo mais do mesmo so que em posições inversas? Sempre gostei de uma propaganda que dissia que todos fazemos parte da mesma raça - a raça humana.
A desculpa de impor sua vontade sobre outras raças é tão antiga quanto a humanidade, é so se ligar um pouco em história.
Acredito que não deve haver melhor nem pior, somente um respeito mútuo entre pessoas independente de cor da pele, nacionalidade, posição social ou qualquer outra coisa. Sempre fui ensinado que meu direito vai até onde começa o direito do outro.
Sabias palavras da minha mãe.

Rosi disse...

Li a Biografia de Martin Luter King e tambem a Autobiografia de Malcom x, apenas por curiosidade. Não importa a minha cor, isso não vem ao caso, mas sim a minha posição em relação a ambos.
Vejamos, Martin tem uma visão sobre amar o proximo, porque sua referencia é a Biblia Sagrada. Enquato que Malcom X, tem a visão de odiar ao branco, pois sua referencia é o Islamismo (antes e depois ele sempre teve essa convicção). Fiquei num dilema profundo, pois ambos sao movidos por alguma religião por uma mesma causa; A Luta Contra a Diferença Racial. A aceitação dos negros pelos brancos é pedida ou imposta, nao importa se pra isso deve haver guerras ou simpatias. A coisa é que ambos se destacaram. Admiro muito ao Martin por pregar o amor acima de todas as coisa, e dizer que os brancos sao ignorantes, o que pra ele a atitude melhor foi ignorá-los tambem. Não recomendo o Malcom x como exemplo para filhos de negros. Todos têm, sim, de procurar seus direitos e se esforçarem para isso, mas desde que isso nao acabe desencadeando em uma guerra. Tenho muito respeito pelos negros e leio sobre as causas de raça com muito respeito. Eu gostaria tambem de destacar, que o ser humano, além de alimentar um odio por individuos de outras cores, tambem o fazem quando se trata de qualquer assunto com "diferenças". Essa palavra é a pior do dicionario. No fundo acho que todos odeiam-se entre si, no dia-a-dia. A competição, o orgulho, o desrespeito. Tenho uma frase tatuada no braço que diz: AME POR HUMANIDADE. Acho que nunca devemos escolher a quem respeitar e a quem amar. Devemos amar a todos com igualdade. É esse o meu grito silencioso e profundo.

Agradeço pelo espaço de poder expressar-me e transmitir a minha mais verdadeira mensagem de amor. Meu nome é Rosi.
Abraços a todos.

Rodrigo C. disse...

Olá rapaziada..com licensa..
É, Malcolm X foi sim muito importante uma história real que nos faz parar para pensar.
Dêem uma lida nessa matéria:
http://historia.abril.uol.com.br/gente/malcolm-x-america-434218.shtml
Eu via de acordo com o livro e o filme mas algumas coisas não são como o filme.A vida é real.Primeiro, não luto por cor, eu sonho com respeito mútuo igualdade e justiça.Não acredito que no Brasil as raças se misturam naturalmente acho esse racismo o pior pq é hipócrita aonde até hoje se chama a pessoa de "neguinho", "alemão", "japa", sem procurar saber se ela tem um nome.Tenho descendência de várias etnias.Já morei em favela e sou pobre, mas já pude ir para o Japão.Lá, mesmo entre os brasileiros, às vezes eu era muito escuro para certos tipos de coisas.Fui preso, a polícia de lá me humilhou.Hoje, até hoje continuo tomando geral e sendo excluído.Eu sei que muitas coisas te excluem.Pobreza, "aparência",etc.É inimaginável pensar em progresso sem pensar na questão do racismo no Brasil.Creio que somos talvez o povo menos esclarecido da Terra devido a miscigenação e alienação do passado.Um país aonde qualquer pessoa não negra já se considera branca achando que será feliz assim, aí vai pro exterior e vê que o buraco é mais embaixo.Criticamos os americanos mas na questão de cor eles dão o exemplo.Aqui ninguém se diz amarelo(oriental), vermelho(indígena)..É lógico que não precisa se dizer vermelho, mas pq se dizer branco sem nem mesmo ter sangue de europeu(não são eles os brancos?)Cara isso me revolta.Próprios negros fazendo guerra entre si.Um negro diz ao outro:"Sou mais negro que você,pq sou mais escuro."E as vezes pode ao invés de alistar esse irmão dispensá-lo da luta.A maior luta começa dentro de nós, sem aceitar o que nos impõem.Mulheres brancas são bonitas?As negras tbm.As pardas,amarelas,vermelhas,pq não têm o mesmo valor?Agora com movimentos negros na luta, aparecem muitos dizendo sou negrão, mas só aparência por dentro está vazio.É o que eu acho.É meu desabafo.Tenho 25 anos, vivido de tudo quanto é jeito.
Outro problema que me incomoda, é a dificuldade para pessoas pardas.Pardo claro, escuro, isso, aquilo..Até dentro da família é confuso.Uns dizem que ele é branco, outros que é negro, de acordo com o que querem que ele seja e aaja como.Pq não adianta negar, ainda é diferente no Brasil o tratamento e o estilo de ter que viver.Como pode ser a mesma pessoa muito escura pra isso e muito clara para aquilo?Eu já senti isso. Na hora de fazer ficha nunca me perguntaram que cor/etnia vc se se considera? E cada uma prencheu de acordo com o que quis.Na única vez que questionei, a mulher ficou confusa.Pq é tabu falar disso.Não, a população do Brasil não é formada 51% de brancos como diz a pesquisa.Já perguntaram a você?Não luto por movimento nenhum, mas se tiver de acordo comigo, é nós..Acho que cada um luta do seu jeito eu tento fazer minha revolução primeiro conseguindo sobreviver e fazendo trabalho de formiguinha, já consegui algo.Tenho uma letra de rap para você(leitor)pensar, se quiser é só me pedir, mas não faça mal uso.É minha autoria, não posso deixar cair na mão de sanguessuga, há muitos grupos que cantam letras que não condizem com seus reais pensamentos.Creio que se Malcolm tivesse vivo, não estaria de acordo com muitos que dizem pregá-lo e conhecê-lo.Por favor leiam o artigo:
http://historia.abril.uol.com.br/gente/malcolm-x-america-434218.shtml
Desculpem o incômodo mas estou mais leve!!Salve rapa.
rcksilva@bol.com.br

Anônimo disse...

Olá, creio que a história é clara no que concerne ao racismo...e o vosso país é exemplo disso...

julio disse...

Bom,a questão do racismo no brasil é compricada pois no processo histórico brasileiro após a escravidão nunca tivemos uma força de opressão (como nos Estados unidos ,onde o racismo era institucionalizado)que nos mantesse unidos em torno da causa, mas é claro que o racismo aqui sempre existiu;só quero salientar que na comunidade americana afro- descendente o pensamento é bem diferente,do nosso;eles realmente se valorizam;pois quando foram oprimidos e separados dos brancos ,isso gerou um sentimento de reciprocidade,e reforçou a idéia de que somente unidos entre sí poderiam ter alguma força;e efetivamente tiveram!Ja no Brasil ,o movimento negro sempre foi fragmentado, e o negro e o branco(pobres) se misturaram (de certa forma!) O que não significou melhora alguma na questão do preconceito ,pois na elite eles quase nunca se misturam,e quando ocorre de um negro vencer na vida e ascender socialmente ele dá de topa com um enorme preconceito.
Acho que os negros do brasil(a maioria) deveriam começar a dar mais atenção a essa causa pois no nosso país (não só aqui,mas principalmente)a elite ,seja economica ou cultural ,é quase majoritariamente branca:e mesmo alguns negros quando chegam em posição econômica favorável não querem ser identificados com a sua origem;por isso temos que admirar um líder como Malcolm X ,que de certa forma nos abriu os olhos sobre a questão racial !Ele nos ensinou que as opiniões pejorativas que os proprios negros tem de sí(não todos)foram incutidas ao longo de varios séculos, pelos brancos a quem essas idéias convinham ,e que devemos nos aceitar ,primeiramente pra depois ir à luta. As suas idéias e de outros líderes norte mericanos ,contribuíram enormemente com a causa negra que começou a ganhar força na terra do tio sam ,que em um belo dia acabou elegendo o primeiro presidente negro da história americana!E se aconteceu lá porque não pode acontecer aqui!?

Bibiu disse...

Sou negro, morador de favela, pobre e sofro muito preconceito. Sinto na pele o odio que as pessoas costumam ter com quem é de cor mais "escura".
Estou começando um curso superior e sofro muito com a perseguição, no meu prioprio lugar.
Pewsquisar e ler coisa sobre líderes negros ultimamente tem sido meu passatempo principal.
Acho que Malcom sofreu muito com o odio dos brancos por ele. Mas os Estados Unidos estão bem melhores hoje, penso eu (Obama é meu líder atual).
O ódio que sofremos nos foça a sentir a mesma coisa por quem nos oprime, mas ele foi muito radical.

Wagner disse...

Ai cara, olha só antes de tudo queria começar falando que pra mim racista bom é racista morto, sou branco mas tenho meu vô que é negro. Aqui eu queria saber se alguem já viu disponivel o livro do Malcolm x em português a venda pois eu não consigo achar!

Professora Ingrid Costa disse...

Parabéns! Gostei muito do seu BLOG. Precisamos trocar informações através de trabalhos como o seu. Se puder visite também o meu Blog que acabei de criar: professoraingridcosta.blogspot.com
Sucesso!

theo disse...

achei muito esclareçedor pois presisava entender sua historia(x)para poder comparar ele com outros liders como; zumbi,bob marley,mandela entre outros parabens marco.

Leandro Quirino disse...

Salve irmão.

Linkei no nosso blog: http://projetogriots.blogspot.com/2011/05/malcolm-x-completaria-86-anos-hoje.html

Abraço

Mar disse...

Assisti o filme MALCOM que retrata a vida desse grande homem. Aos poucos que fui imaginando que se tratasse de uma história real. O filme travou na parte em que Malcom estava no hotel e vim buscar na net o final do filme. Imaginei que o final fosse esse mas .. sonhando que poderia ter sido outro, que Malcom ainda estava vivo, mas não! As vezes penso que nada no mundo evolui e que nunca vai evoluir. Que os humanos são uma aberração. Sempre que surge uma pessoa justa e que consegue se infiltrar e iniciar uma mudança vem alguém e corta tudo pela raiz deixando sempre marcas de sangue que é vermelho igual em todas as raças e espécies. Não sei se vai haver um futuro onde não haja mais diferenças mas se houver, nem os que estão nascendo agora vão saber. A discriminação existe até dentro de famílias, é uma praga que corrói a tudo e a todos. Praga que só a "lei do respeito" poderia eliminar. Precisamos de mais Malcom X no planeta. Aquele Malcom dos últimos dias dele. O Malcom que nasceu em Meca. Precisamos ser todos iguais a ele, daí não precisaremos mais de líderes. Parabéns pelo teu blog, li tudo, com muito prazer. E.. obrigada pelas informações. Grande abraço.

Anônimo disse...

continue com esse belo trabalho irmao,vc esta colaborando para desenvolvimento do orgulho negro,pois o que acaba com preconceito e os negros saberem o quanto eles sao importantes,alem de mostra o quanto o islamismo contribui para os direitos civis negros norte-americanos.covardes burgueses o que eles mais temem sao negros e mulçumanos os povos mais nobres que ja pisaram na terra.o branco burgues como dizia malcom x sao os maiores sequestradores da historia.

adimiradora de malcom x disse...

malcom x,é um homem que ficara na historia tanto de negros como do mundo.ajudou tanto os negro que hoje para muitos ele e um deus,o pouco que conhesso dele ele era um homem brilhante e que procurava ajudar a todos mesmo com o pouco do que tinha.

Anônimo disse...

I savour, cause I found just what I was looking for.
You have ended my 4 day long hunt! God Bless you man. Have a
nice day. Bye

My site ... warkeeper.com